Escolas de SP vão ter atividades nos fins de semana

A partir de agosto, as seis mil escolas da rede estadual paulista estarão abertas também aos sábados, domingos e feriados, das 9 às 17 horas, oferecendo atividades de cultura, qualificação para o trabalho, saúde e esportes. A nova agenda escolar foi criada para reunir alunos e suas famílias e, com isso, diminuir os índices de violência e criminalidade entre os jovens nesses dias da semana. O governo paulista investirá no programa R$ 60 milhões, apenas no primeiro semestre.O programa é realizado por parceria entre a Secretaria da Educação de São Paulo, a Unesco (órgão das Nações Unidas para a Educação) e o Instituto Ayrton Senna, Ong presidida por Viviane Senna, irmã do tricampeão de F-1, Ayrton Senna, morto em 1993."A violência cresce nos finais de semana e feriados. Hoje, temos cerca de 600 escolas sendo abertas e os índices melhoraram bastante, vamos levar esse programa para todos os 645 municípios de São Paulo", disse o governador Geraldo Alckmin, após assinatura do protocolo de intenções, em solenidade realizada nesta segunda-feira, na Escola Estadual Tárcísio Álvares Lobo, no bairro do Limão, Zona Norte.Sete milhões de jovens da rede estadual de ensino devem ser beneficiados com a medida, pelos cálculos do governo estadual."Escola aberta significa menos pichação, menos agressão, mais afeto, ternura, competência", disse Gabriel Chalita, secretário da Educação paulista.Mão-de-obra universitáriaA execução do projeto vai utilizar o trabalho de universitários, o de voluntários e o de coordenadores profissionais. Para uma carga horária de 20 horas por semana (4 horas durante a semana e 16 horas aos sábados e domingos), o universitário-monitor receberá como pagamento uma bolsa de estudos integral. O governo paulista pagará 50% da bolsa, num total de até R$ 267,00 por mês e os outros 50% serão pagos pela universidade.A renovação da bolsa é semestral e o candidato a monitor terá obrigatoriamente que ter cursado o ensino médio na rede pública paulista e ter baixa renda. O projeto deve reunir 25 mil universitários, de três a oito monitores por escola pública.InscriçõesCada uma das seis mil escolas terá também um educador profissional, que será contratado pelas Associações de Pais e Mestres (APM) e pagos pelo governo paulista, além dos monitores universitários e dos voluntários. As inscricões para o programa já estão abertas ? o endereço do site é www.escoladafamilia.sp.gov.br ?, e só serão feitas por meio eletrônico. As faculdade e universidades podem se inscrever de hoje a 11 de junho; os universitários de entidades cadastradas, de 12 a 25 de junho; e os voluntários de hoje a 25 de junho.Diferentemente dos educadores e dos universitários, não há limite pré-estabelecido para o voluntariado. "Queremos trazer a família, a comunidade para dentro das escolas", disse o governador de São Paulo.

Agencia Estado,

26 de maio de 2003 | 16h26

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