Escolas de São Paulo poderão convocar professores eventuais

Medida pretende não permitir que a greve dos professores, que já dura duas semanas, prejudique os alunos

Elvis Pereira, estadao.com.br

27 de junho de 2008 | 15h19

As escolas das da rede estadual estão autorizadas, desde a quarta-feira, 25, a chamar professores eventuais para cobrir as faltas de concursados e temporários. A Secretaria da Educação tomou a medida a fim de assegurar que as aulas não sejam prejudicadas por conta da greve dos professores, iniciada há duas semanas. Quase 20 mil eventuais estão cadastrados nas 91 Diretorias de Ensino.   Veja também:  Professores em greve fazem assembléia hoje em São Paulo   Desde o anúncio da paralisação, entre 4 mil e 10 mil professores têm faltado todos os dias, de acordo com estimativa da secretaria. Os dias de ausência durante a greve serão descontados no salário e podem afetar, segundo a pasta, benefícios futuros, como qüinqüênio e bônus merecimento. Com o uso dos eventuais, não será necessário a reposição de aulas.   "É dever das escolas convocar os eventuais para cobrir as faltas dos professores, garantindo que os alunos tenham seu direito às aulas assegurado. Não tem como a direção da escola saber se o professor está faltando ou está em greve. É preciso garantir a aprendizagem", afirmou o coordenador de Recursos Humanos da Secretaria, Jorge Sagae, em nota.   Para liberar a convocação de eventuais, a secretaria baseia-se em três pontos: garantir o direito à educação; os professores eventuais já estão cadastrados na Secretaria e irão cobrir apenas as faltas diárias; os direitos e garantias dos professores da rede estão garantidos. Ao todo, a rede conta com 230 mil professores concursados e temporários para cerca de 5,5 mil escolas.

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