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Escolas de Campinas são desocupadas após protesto

Alunos deixaram as unidades para participar de manifestação em outro colégio e a PM impediu o retorno

Ronaldo Faria, Especial para O Estado

04 Novembro 2016 | 15h44

CAMPINAS - Os estudantes secundaristas que ocupavam desde a última quarta-feira três escolas em Campinas (SP) deixaram as unidades nesta sexta, 4, pela manhã, para participarem de um protesto unificado em outra escola. Os alunos das escolas Newton Opperman, Glória Aparecida Rosa Vianna e Hugo Penteado Teixeira, todas no distrito de Campo Grande, foram à Escola Estadual Elvira Pardo Meo Muraro contra a suspensão de três alunos após visitarem locais ocupados.

No final da manifestação, ao tentarem voltar para as escolas de origem, a Polícia Militar já estava posicionada para impedir o retorno em cada uma delas. Não houve confronto e nenhuma detenção. 

 

 

Uma das coordenadoras do movimento estudantil contra a reforma do ensino médio e a PEC que limita gastos públicos nos próximos 20 anos, Vitória Bertouza, afirmou que a ordem agora é manter a mobilização: "Daqui para frente, vamos nos reorganizar. Não é só ocupar escola. Precisamos conseguir ampliar a comunicação com os pais para explicar nosso movimento e o porquê das ocupações. Tentar fazer uma conscientização de todos, pois a maioria dos pais não sabe o que está acontecendo. Mas a reocupação é uma alternativa de luta e nós vamos tentá-la".

Em nota, a Diretoria Regional de Ensino voltou a afirmar que os 200 dias garantidos por lei no calendário escolar estão mantidos e o conteúdo perdido nas unidades reintegradas será reposto. Já a Polícia Militar informou que foi às escolas e não houve registro de qualquer tipo de incidente. Ainda segundo a nota, toda a operação de reintegração de posse teve o acompanhamento de integrantes do Conselho Tutelar de Campinas e unidades de resgate do Samu e do Corpo de Bombeiros, além dos diretores de cada uma das unidades.

Protesto. Na Escola Elvira Pardo Meo Muraro, a direção suspendeu dois alunos e uma aluna por terem visitado uma unidade ocupada. Os três assinaram uma suspensão de dois dias. Segundo integrantes do movimento, "diante desta flagrante perseguição política e ideológica contra alunos exemplares que não cometeram nenhuma falta, os estudantes resolveram se solidarizar com os colegas e realizar um ato na frente da escola". A reivindicação era o cancelamento das penalidades e o fim das "perseguições" àqueles que estão se posicionando contra o corte de gastos da educação. A manifestação foi do lado de fora da escola e não interrompeu as aulas. 

 

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