Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Escolas da cidade de SP não vão reabrir em setembro; veja perguntas e respostas

Embora o município cumpra os requisitos do Plano São Paulo e o governo do Estado tenha autorizado, cabe às prefeituras decidirem pelo retorno ou não no próximo mês

Ludimila Honorato, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2020 | 18h41

SÃO PAULO - O prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta terça-feira, 18, que as escolas públicas e privadas do município não vão retornar com as atividades presenciais em 8 de setembro, como havia estabelecido o governo do Estado.

Embora esteja dentro das condições previstas pelo Plano São Paulo, a gestão considera "temerário" reabrir as instituições de ensino neste momento, porque crianças e adolescentes seriam potenciais disseminadores do novo coronavírus. A seguir, entenda a decisão da cidade.

Por que as aulas presenciais na capital paulista não voltarão em 8 de setembro?

Segundo o prefeito da cidade, Bruno Covas, seria "temerário" um retorno às salas de aula neste momento porque, diante de um cenário de melhor controle do novo coronavírus, crianças e adolescentes são vistos como potenciais disseminadores do vírus. A afirmação tem como base o inquérito sorológico realizado pela Prefeitura e apresentado na tarde de terça-feira, 18. Os resultados mostram que, dos 6 mil estudantes entre 4 e 14 anos da rede municipal avaliados, 16,1% têm anticorpos para a covid-19 e, do total, 64,4% são assintomáticos. Ou seja, crianças poderiam transmitir o vírus sem saber que estão contaminadas.

A decisão de não retornar é válida para quais escolas?

A determinação vale para todas as escolas das redes pública e privada de ensino na cidade de São Paulo.

Quando será o retorno às aulas presenciais na cidade de São Paulo?

Ainda não há uma data definida. A possibilidade de um retorno às salas de aula em outubro ainda será avaliada e vai depender dos dados de outros três inquéritos sorológicos, que vão incluir estudantes de instituições privadas e estaduais, além de informações de contaminação dentro das mesmas famílias. No dia 3 de agosto, o secretário municipal de Educação de São Paulo, Bruno Caetano, disse que o retorno "pode ser que seja outubro, pode ser que seja novembro". Na avaliação dele, "tem que ir passo a passo, acompanhando a evolução da pandemia semana por semana." Oficialmente, o governo do Estado determinou 7 de outubro como data de retorno às aulas presenciais.

O governo do Estado autorizou que escolas retornassem em setembro. A Prefeitura pode não autorizar?

Sim. O retorno em setembro é opcional, segundo o governo estadual, e depende também da gestão de cada cidade. Sendo assim, cada prefeitura dos mais de 600 municípios do Estado tem autonomia para decidir se as escolas locais voltam ou não com as atividades.

Se a Prefeitura não autorizar, mas a escola quiser retornar com base na opção do Estado, ela pode?

Não. De acordo com a gestão municipal de São Paulo, nenhuma escola da rede pública ou privada de ensino está autorizada a retomar atividades presenciais em setembro. Apesar da autorização do Estado, cada Prefeitura estabelece as próprias regras de abertura e fechamento dos estabelecimentos conforme suas características e necessidades.

Como ficam os estudantes que não retornarão às aulas presenciais em setembro na capital?

Segundo a Prefeitura de São Paulo, a Secretaria Municipal de Educação deve anunciar novas medidas, ainda esta semana, que vão reforçar as ações para que as crianças continuem com as atividades à distância.

Quais escolas poderão retornar às aulas em setembro?

De acordo com o governo do Estado de São Paulo, instituições de ensino localizadas em regiões que estão na fase amarela do Plano São Paulo há mais de 28 dias poderiam reabrir a partir de 8 de setembro, caso da capital paulista. O retorno às atividades presenciais é gradual e deve respeitar o limite de estudantes em sala de aula: primeiro com 35% dos alunos, depois com 70% e em seguida com 100%. As recomendações de distanciamento, higiene e uso de máscaras também precisam ser seguidas. No entanto, a decisão depende da gestão municipal.

O que é preciso para avançar nas etapas?

De acordo com o Plano São Paulo, para a escola seguir para a segunda etapa de reabertura, a região onde ela está precisa estar classificada, por 14 dias consecutivos, na fase verde, de áreas que concentrem ao menos 60% da população do Estado. Já a terceira etapa também dependerá da classificação na fase verde, por 14 dias consecutivos, de áreas que concentrem ao menos 80% da população do Estado. Porém, as decisões cabem também à prefeitura de cada município.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.