Escola reduz trabalho infantil, diz OIT

O Relatório Global A Eliminação do Trabalho Infantil, um Objetivo ao Nosso Alcance, divulgado nesta quinta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), afirma que o trabalho infantil está relacionado à freqüência escolar. O documento mostra que, entre as crianças que não estudam, a proporção das que trabalham é mais que o dobro da verificada entre as que estudam.Para o diretor-geral da OIT, Juan Somavia, o acesso à educação é direito de todas as crianças. "A forma que a criança vive a infância vai determinar toda a vida dela quando adulta", declarou. De acordo com o relatório, lançado no Palácio do Planalto, os números de trabalhadores infantis em todo o mundo caíram 11% entre 2000 e 2004 - de 246 milhões para 218 milhões. No Brasil, os índices de crianças de cinco a nove anos que trabalham caíram 61% de 1992 a 2004. Na faixa etária de dez a 17 anos, a exploração diminuiu 36%. O documento avalia que políticas sociais de manutenção das crianças na escola e seu sucesso escolar, conjugadas com a melhoria dos rendimentos familiares, têm alto impacto na redução do trabalho infantil. O relatório da OIT atribui a redução do trabalho infantil à vontade política, à conscientização e a ações concretas, particularmente no campo do combate à pobreza e da educação. De acordo com o texto, a América Latina e o Caribe tiveram a queda mais rápida do trabalho infantil nos últimos quatro anos.Na região, o número de crianças que trabalha caiu dois terços durante esse período, com apenas 5% das crianças de cinco a 14 anos envolvidas no trabalho.

Agencia Estado,

04 de maio de 2006 | 17h36

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