Escola pública de MG tem núcleos de treino para torneio de ciência

Campeã de olimpíadas de matemática prepara alunos com turmas de estudo extras e apostilas

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

21 Setembro 2014 | 21h00

SÃO PAULO - Não são apenas os colégios particulares que estão de olho na preparação para as olimpíadas científicas. Diversas escolas públicas já montam seus próprios núcleos de treinamento para os torneios, que se tornam parte do cotidiano dos alunos.

A Escola Estadual Terezinha Pereira, no interior mineiro, é um exemplo desse esforço. O colégio, na pequena cidade de Dores do Turvo, de cinco mil habitantes, é a que tem melhor resultado do País nas nove edições da Olimpíada Brasileira de Matemática em Escolas Públicas (Obmep).

Trabalho diário. O sucesso não veio por acaso. Entre junho e setembro de todos os anos, período da segunda fase da competição, são organizados grupos de estudo extras, com alunos vindos até da zona rural. "Nem precisamos buscar os meninos. As famílias se organizam para que eles possam vir à aula em outro horário", relata Geraldo Moreira, professor de Matemática do colégio

Também são preparadas apostilas de treinamento, com questões das provas dos anos anteriores. "Para os meninos que têm internet, sugerimos vídeos com as soluções de questões da prova", afirma Moreira.

Segundo ele, o bom desempenho ao longo da última década entusiasmou pais e alunos. "Tivemos uma evolução gradual nesse período. Hoje os estudantes que saem das nossas escolas conseguem fazer bons cursos, entrar em universidades federais", conta Moreira.

Novo desafio. Neste ano, os alunos de Dores do Turvo também se arriscaram pela primeira vez na Olimpíada Brasileira de Matemática, considerada mais difícil e com a concorrência de estudantes das instituições particulares. "Estamos otimistas. Já conseguimos classificar nove alunos para a segunda fase", diz Moreira.

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