Escola privada divide turmas e terceiriza aulas

Escola privada divide turmas e terceiriza aulas

Terceirização surgiu para a escola conseguir rapidamente um professor preparado

Luciana Alvarez, O Estado de S.Paulo

12 Abril 2010 | 14h50

Na rede particular, a qualidade do ensino de inglês é uma preocupação crescente. Para responder aos anseios de pais, alunos, e às exigências do mundo atual, as soluções são variadas, entre elas a divisão das turmas, o aumento da carga horária e a terceirização dos serviços para escolas de idiomas.

Durante muito tempo, o ensino de inglês esteve concentrado na gramática”, conta Edimara de Lima, coordenadora pedagógica da Prima Escola Montessori há 30 anos e coordenadora do congresso anual de educação Saber.

“Você tinha alunos que depois de seis anos de estudos eram incapazes de uma comunicação oral mínima”, diz. “Quando a escola quis mudar de enfoque, faltou professor preparado.”

A terceirização surgiu, portanto, como opção para a escola conseguir rapidamente um professor preparado e um material didático mais adequado.

No Colégio Ítaca, a opção não foi pela terceirização, mas turmas são divididas em dois a cada série. “Dessa forma você realmente trabalha as quatro habilidades – ler e escrever, ouvir e falar. Nossos alunos saem realmente falando inglês”, conta Sônia Mange, coordenadora de inglês no colégio.

Além das turmas reduzidas, a escola também aumentou a carga horária da disciplina: em vez de duas vezes por semana, os alunos têm três aulas de inglês por semana.

 

Outra opção é manter os professores próprios, mas adotar material didático de uma rede. “Treinamos e fazemos o acompanhamento dos professores”, conta Vera Bianchini, coordenadora pedagógica da Fisk. “A vantagem para a escola é estar em contato com quem produziu os livros, ter uma referência”.

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