Escola nº1 de RI é destaque em giro brasileiro de Georgetown

Ciclo de palestras promovido pela Fundação Estudar acontecerá em São Paulo e no Rio

Sergio Pompeu, do Estadão.edu,

12 Junho 2012 | 18h03

Tão antiga quanto a Revolução Francesa, a Universidade de Georgetown, fundada em 1789 em Washington, faz um rasante esta semana por São Paulo e Rio numa apresentação ao público brasileiro dentro do programa Grandes Universidades, da Fundação Estudar. Um dos carros chefe da visita será a School of Foreign Service (SFS), centro de formação em Relações Internacionais cujo programa de mestrado é considerado o número 1 do mundo pela respeitada revista Foreign Affairs.

“Estamos debatendo na nossa comunidade que cara Georgetown terá em 50 ou 100 anos. Uma das questões urgentes nesse debate é o que significa ser uma ‘universidade global’. E Georgetown jamais será global sem compreender o papel da América Latina no mundo e a liderança do Brasil nesse contexto”, diz o reitor, John DiGioia. “Queremos tornar nossa universidade o centro da produção mais relevante que existe sobre a América Latina e o Brasil.”

A SFS já tem um programa sobre o Brasil no seu Centro de Estudos Latino-Americanos e é dirigida por uma acadêmica com vivência na região, Carol Lancaster. “Queremos mostrar como nós somos bons, impressionar vocês, brasileiros, e ver onde isso pode chegar. Estamos prontos a colaborar com instituições do Brasil e a receber estudantes daí”, diz Carol, que fala espanhol fluentemente – quando ainda era estudante, morou durante um ano na Bolívia.

Com cerca de 2.100 estudantes de 80 países, a SFS tem uma longa tradição de formar especialistas para o Departamento de Estado americano e líderes internacionais. Entre seus ex-alunos estão o ex-presidente americano Bill Clinton, o rei Abdullah, da Jordânia, e o ex-ministro da Economia Marcílio Marques Moreira; entre os professores, a ex-secretária de Estado americana Madeleine Albright e o ex-diretor da CIA George Tenet.

No giro brasileiro, a SFS trará uma de suas estrelas, o professor Charles Kupchan, diretor de Assuntos Europeus no Conselho de Segurança Nacional no primeiro mandato de Clinton. No evento sobre Georgetown que será realizado amanhã no Insper, Kupchan  fará  palestra sobre seu recém-lançado livro No One’s World (Mundo de Ninguém).

“É um ensaio histórico que argumenta que a era da supremacia ocidental no sistema internacional está acabando, uma era que coincidiu com o advento da globalização. Meu grande ponto é o de que estamos caminhando para um mundo que, pela primeira vez na história, será globalizado e interdependente sem um poder ou modelo dominante”, diz Kupchan. “Já vivemos épocas com diferentes centros de poder, cada um deles com suas próprias visões sobre governo, mas largamente compartimentados, com muito pouco contato uns com os outros. E agora estamos chegando a um mundo no qual há enorme interdependência e interconectividade e espaço para conflitos. É um momento de oportunidades, mas também de incerteza e talvez até de perigo.”

O evento sobre Georgetown no Grandes Universidades será realizado no Insper (Rua Quatá, 300, Vila Olímpia) na quinta-feira, 14, das 9 horas ao meio-dia. Além de uma apresentação do reitor e da palestra de Kupchan, haverá debates sobre possibilidades de parceria na América Latina e sobre a experiência de ex-alunos.

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