Escola de Minas Gerais passa o conceituado MIT em ranking

Fundação Dom Cabral é a 16ª na lista das melhores escolas de negócios do mundo do jornal 'Financial Times

Ana Paula Lacerda, de O Estado de S. Paulo,

01 de dezembro de 2008 | 15h59

Uma escola brasileira conseguiu superar o conceituado Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. A Fundação Dom Cabral (FDC), especializada na educação de executivos, apareceu na 16ª posição no ranking das melhores escolas de negócios do mundo, divulgado anualmente pelo jornal britânico Financial Times. É a melhor posição já alcançada por uma instituição brasileira no ranking, considerado referência mundial. No primeiro lugar ficaram empatadas a Harvard Business School (EUA) e a suíça IMD. A mineira FDC ficou empatada com a IE Business School (Espanha) e com a London Business School (Inglaterra). O MIT que ficou na 19ª posição. "É um motivo de orgulho, pois esse ranking repercute a qualidade de nossos programas", diz o coordenador de cursos de MBA da FDC, Osvino de Souza Filho. "O que mais conta pontos na avaliação do FT são a opinião dos alunos e das empresas que nos procuram, portanto, é um ótimo sinal de que estamos caminhando na direção certa." O fato de ser comparada às melhores escolas do mundo é, para ele, também um motivador para buscar a evolução do ensino. "Vamos querer sempre estar atualizados e fazendo tão bem quanto as escolas renomadas no exterior." Para os próximos anos, a FDC quer trazer mais professores estrangeiros e firmar novas parcerias com escolas internacionais. "Não só nós, mas outras escolas brasileiras estão fazendo um trabalho de qualidade que pode ser comparado ao das melhores escolas do mundo. É muito bom ver isso acontecendo na educação brasileira." Criada em 1976, a fundação recebe anualmente cerca de 20 mil estudantes, a maioria executivos de empresas de médio e grande porte.  Publicado há dez anos, o ranking do Financial Times avalia os programas oferecidos pelas escolas de negócios a alunos em geral e também os programas "fechados", feitos para clientes específicos. São avaliados também o câmpus, o corpo docente, a posição dos alunos no mercado, entre outros itens. Outra escola brasileira aparece entre as melhores do mundo, quando são avaliados apenas os programas feitos sob demanda: o Ibmec São Paulo, na 34ª posição. "Como temos apenas programas fechados, não aparecemos no outro ranking", explica o diretor de educação executiva da escola, Luca Borroni. "Mas nosso diferencial é não usar nenhuma fórmula. Todos os nossos cursos são feitos de acordo com a necessidade dos clientes, e isso nos garantiu o reconhecimento internacional."  Dentre as empresas atendidas pelo Ibmec São Paulo estão empresas como CPFL, Gerdau e Nestlé. "Investimos muito em pesquisa. Nossos professores realizam pesquisas com professores de escolas internacionais, para estarem sempre atualizados." O Ibmec também firma parcerias com escolas internacionais para criar cursos a quatro mãos. Entre as parceiras está a anglo-americana Duke, primeira colocada em programas fechados. Como escolher A escolha de uma boa instituição para pós-graduação é um momento importante na carreira de um executivo, segundo headhunters e consultores. "Nunca se deve fazer um MBA apenas para encher currículo", diz Karin Parodi, sócia-diretora da Career Center. "É preciso se dedicar, pois será investido tempo e dinheiro. Portanto, buscar uma boa escola com um curso adequado ao seu plano de carreira é fundamental." Segundo ela, além de um bom curso, a escola deve dar a oportunidade de conhecer novas pessoas e assuntos. Algumas escolas brasileiras, além de se inscreverem para participar do ranking do Financial Times, buscam outras formas de formalizar o reconhecimento internacional. Hoje no Brasil, por exemplo, três escolas possuem o selo Equis (European Quality Improvement System), certificação dada a instituições de ensino em administração e gestão que atendam aos padrões internacionais de qualidade estabelecidos pela European Foundation for Management Development.  Essas três escolas são o Coppead, no Rio de Janeiro, a FGV (São Paulo e Rio) e a Fundação Dom Cabral. O Coppead também já apareceu seis vezes, entre 2000 e 2007, no ranking do Financial Times de MBAs em tempo integral.

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