Escola da zona norte de SP acolhe a comunidade

O programa Parceiros do Futuro abre as portas de uma escola pública para a população e no Jardim Ondina, região da Vila Nova Cachoeirinha, ajudando a diminuir a violência no bairro. Nos fins de semana e feriados, moradores participam de atividades esportivas e artísticas organizadas por voluntários, na Escola Estadual Hélios Heber Lino.No dia 27, a partir das 9 horas, a comunidade disputa seu primeiro torneio de futebol, o Campeonato do Resgate da Cidadania. Vinte e duas equipes de futebol de salão, distribuídas nas categorias mirim, infantil e adulto lutam pelos troféus.Sem depredaçãoA proposta é suprir a falta de opções de lazer na região. A diretora da escola, Luciane Souza Fidelis, conta que a comunidade e os professores se envolveram no projeto."No início, tivemos a resistência de alguns funcionários. Eles temiam que a escola pudesse ser depredada pela população", conta Luciane. "Mas isso não aconteceu e hoje, depois do sucesso, esses colegas são os primeiros a abraçar a causa."Violência diminuiSegundo líderes comunitários, já é possível perceber a diminuição da violência na área. Animados com a iniciativa, líderes comunitários e comerciantes fazem doações para o projeto, conscientes da necessidade de investir em ações que propiciem qualidade de vida melhor para quem vive e trabalha na região.O programa também tem a ajuda de organizadores e monitores voluntários. Como se trata de um projeto da Secretaria do Estado e da Fundação do Desenvolvimento para Educação (FDE), dois professores estaduais são pagos pelo governo para trabalhar com a população. As pessoas podem participar gratuitamente de cursos de dobradura, desenho, pintura e aulas de educação física.SatisfaçãoVoluntário e organizador do projeto na comunidade, Antônio José Viana, acompanha o programa há dois anos na escola. Ele diz estar satisfeito com a participação de pais e alunos."Nosso projeto está dando certo. Temos o cuidado de resgatar as pessoas, fazendo um exercício de cultura e cidadania, mostrando seus direitos dentro de uma sociedade mais civilizada", diz Viana. "Esse tipo de ação deveria ser ampliado para praças públicas, fábricas, clubes e associações", defende.

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