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Equilíbrio, presente do Dia das Mães

Qualquer pessoaconsegue perceber, só pela observação, que muitas mulheres priorizam um papel

Rosely Sayão, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2022 | 05h05

Ser mãe é sempre um desafio. Aliás, esse desafio se multiplica diariamente, não é verdade? É preciso cuidar dos filhos, certificar-se se todos estão bem física, emocional e socialmente. Quando alguma dessas áreas parece não ir bem para os filhos, as mães se desdobram para encontrar caminhos que possam ajudá-los.

Uma das coisas mais difíceis, nos tempos atuais, é justamente a mãe encontrar o equilíbrio entre ajudar o filho, e poupá-lo em demasia de descobrir como a vida funciona; entre cuidar dele e proteger, e colocar excesso de proteção; entre encorajá-lo a buscar a companhia de seus pares, e ser agente da vida social do filho; entre se interessar verdadeiramente pela vida escolar que ele apresenta, e gastar horas do dia fazendo tarefas por ele, ou mesmo com ele.

Outro equilíbrio difícil de ser encontrado pela mãe é o que deve balancear os diversos papéis que desempenha: o de mãe, o de mulher, o de profissional com ou sem trabalho remunerado, o de parceira, o de investir em seus sonhos. Ah! Nesta época em que a maternidade tem sido tão idealizada, essa é uma tarefa que não tem sido nada fácil de ser realizada.

Qualquer pessoa consegue perceber, só pela observação em seu entorno, que muitas mulheres priorizam um desses papéis exageradamente, em detrimento dos outros. 

Há mulheres, por exemplo, que se dedicam tão intensamente ao papel de mãe que acabam por silenciar seus outros sonhos. E eles existem! Há também mulheres que têm tantos anseios profissionais que dedicam pouco interesse à vida do filho, mesmo que administrem com maestria a logística da vida dele. Sem falar das mulheres que querem tanto desfrutar da juventude, independentemente da idade cronológica que têm, que abdicam da maturidade. E esses são apenas alguns exemplos.

Sendo assim, o que mais desejo com a proximidade do Dia das Mães, é equilíbrio para as que têm filhos, e para as que sonham em ter. Equilíbrio para saber priorizar um de seus papéis quando necessário, equilíbrio para renunciar à imagem de perfeição maternal e às culpas delas decorrentes, equilíbrio para dedicar energia onde constata ser necessário, equilíbrio para cuidar de si também, e não só dos filhos. O autocuidado é condição muito necessária para cuidar do outro, não é?

Equilíbrio, principalmente, para não demandar o reconhecimento dos filhos. O importante é a mulher reconhecer que fez, faz e fará o seu melhor possível como mãe. Que o Dia das Mães seja generoso. Muito carinho a todas as mães!

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