<!-- eprograma -->Guia reúne opções de turismo pedagógico para escolas

Turismo pedagógico, dia de campo, estudo do meio ou simples passeio educativo, seja qual for o nome do programa o fato é que poucas escolas particulares deixam de planejar uma saída com os alunos todos os anos. Mesmo as escolas públicas, com estudantes menos abastados, recebem folders de empresas que se especializaram em organizar acampamentos ecológicos e coisas do gênero. Para diretores desesperados com tanta oferta, o Roteiro Cultural e Pedagógico do Estado de São Paulo é um alento, pelo menos em território paulista.Trata-se de um livro pequeno, apesar das 390 páginas, didático e conciso, que elenca cerca de 350 locais no Estado ? sem fotos, infelizmente ? com estrutura para receber estudantes de várias idades em visitas, atividades programadas e cursos. Além de ser um painel de opções, mais prático do que consultar pilhas de panfletos, o roteiro organiza os locais de acordo com temas. Podem ser temas amplos, como botânica, profissões, cultura indígena e astronomia, ou mais específicos, como ciclo do café, bandeirantes, circo e brinquedos.A autora, Carmen Mattoso, ex-divulgadora de uma dessas muitas agências de turismo pedagógico que se multiplicaram nos últimos dez anos, incluiu neste banco de dados também o potencial pedagógico de cada lugar citado, além das informações básicas de um guia, como localização ? com fones e sites ?, transporte necessário, estrutura de recepção e acomodação, alimentação e custos gerais. Ela ainda orienta as escolas sobre a importância de escolher ?o momento certo? de ir a um determinado lugar e o enfoque de cada programa, dando uma lista de itens a serem conferidos antes de fechar o contrato.Benefícios a quem recebeOutro ponto forte do roteiro é o fato de levar em conta a realidade dos locais que serão visitados e o impacto ? prejudicial ou benéfico ? da presença destes turistas escolares em suas comunidades. ?Os professores precisam perceber que a visita causa impacto nesses locais, e devem levar isso em conta?, afirma Carmen. ?Procuro orientá-los a contratar serviços de guias locais, por exemplo, para que a comunidade se beneficie do ponto de vista econômico.?Segundo Carmen, muitas tribos indígenas de São Paulo hoje sobrevivem basicamente destas visitas. Ao buscar os serviços locais, as escolas levam recursos e podem estimular um aprimoramento profissional. ?Órgãos públicos e ONGs já estão sendo procurados para preparar algumas tribos para estas atividades?, aponta a autora. ?Em algumas localidades, são crianças que atendem ao telefone de contato, em orelhões no meio da rua.?Carmen quer evitar o lado perverso da ?banalização? destas atividades, que passaram a ser estimuladas pelo MEC, seguindo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). ?Não dá para aceitar que uma agência cobre até R$ 45 por aluno para levá-lo a um lugar carente e não deixe um centavo na economia local.? Empresas que recebem visitas também estão no roteiro, além de museus, centros de pesquisa, fazendas para vivências rurais e parques temáticos.O Roteiro Cultural e Pedagógico do Estado de São Paulo surgiu do Projeto Tear ? Turismo Escolar, Arte e Recreação, que Carmen desenvolveu a partir de 1998. A primeira edição do roteiro foi publicada em 99 e a segunda acaba de sair. Custa R$ 40 ? custaria bem mais, se tivesse imagens, segundo Carmen ? e só pode ser comprado via contato com o Projeto Tear, no fone 11-5548-3984 e no site www.projetotear.com.br.

Agencia Estado,

17 de outubro de 2003 | 14h32

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