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Entre as 100 melhores escolas, não há públicas de São Paulo

Pública mais bem colocada aparece na 116.ª posição do ranking geral; é o Colégio Técnico de Campinas, ligado à Unicamp

BÁRBARA FERREIRA SANTOS, LUIZ FERNANDO TOLEDO e PAULO SALDAÑA, O Estado de S. Paulo

23 Dezembro 2014 | 00h59

Nenhuma escola pública do Estado conseguiu ficar entre as cem melhores instituições do País. A pública mais bem colocada de São Paulo aparece na 116.ª posição do ranking geral: é o Colégio Técnico de Campinas, ligado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que teve nota 654,90 na parte objetiva da prova. 

Como ele, o top 100 das públicas de São Paulo é composto apenas de escolas técnicas, ligadas ao Centro Paula Souza, a uma universidade estadual ou a um instituto federal. 

A segunda colocada é a Escola Técnica Estadual de São Paulo (Etesp), com nota 654,64, seguida do câmpus Cubatão do Instituto Federal de São Paulo, que teve nota 648,06. 

A primeira da rede estadual a aparecer entre as públicas de São Paulo é a Escola Estadual Dr. Francisco Tozzi, de Águas de Lindoia, no interior. Ela ocupa a 120.ª posição entre as públicas do Estado e tem nota 545,54. 

Diretor da escola pública mais bem colocada da capital - a Etesp -, Nivaldo Jesus dos Santos Freire explica que a infraestrutura dos cursos técnicos ajuda na qualidade das aulas do ensino médio regular. “Com os laboratórios e equipamentos dos cursos técnicos, conseguimos dar aulas mais específicas. E o aluno aprende o conteúdo na prática”, afirma.

Ele explica ainda que os vestibulinhos das escolas técnicas ajudam a filtrar os bons alunos. “A gente consegue fazer uma pré-seleção.” Ele afirma, no entanto, que o diferencial é a preparação do corpo docente. “A qualidade do professor é que faz a diferença. Hoje o professor da Etesp passa por um processo seletivo e tem capacitação depois”, diz. “A gente consegue ver se o professor tem bom desempenho.” 

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