Ensino universitário fica mais caro nos EUA, diz estudo

Em apenas um dos 50 Estados americanos esse tipo de estudo ainda é considerado acessível

Efe

03 de dezembro de 2008 | 19h29

O custo da educação universitária nos Estados Unidos aumentou muito mais rápido que outras despesas das famílias, e em somente um dos 50 estados é considerado acessível, segundo um relatório divulgado pelo Centro Nacional para Política Pública e Educação, um grupo privado que a cada dois anos avalia a forma como o ensino superior serve ao público. De acordo com o grupo, desde 1985 o custo médio das matrículas das universidades nos Estados Unidos aumentou 439%, contra 251% no custo da assistência médica, 147% na renda familiar, e 106% no índice de preços de consumo. "Não sei o que deveria ocorrer para que nosso país desperte e veja o déficit de educação que estamos acumulando", disse William Kirwan, diretor do Sistema de Universidade de Maryland. "Estamos parados enquanto o resto do mundo passa a nosso lado", acrescentou. "Se seguirmos assim, nossas possibilidades de seguir à frente na economia do conhecimento nas próximas décadas serão entre pouca e nenhuma". Patrick Calam, presidente do grupo que realizou o estudo, disse que nas últimas duas décadas alguns outros países fizeram esforços semelhantes aos dos EUA nas décadas de 1950 a 1970 para melhorar o acesso à educação superior. Nos Estados Unidos, acrescentou Calam, "os custos universitários seguem subindo, mais estudantes abandonam o ensino médio e persistem enormes brechas nas taxas de graduação entre estudantes de diferentes grupos étnicos e sociais, renda e estados". "Somos um dos poucos países onde a população mais velha tem melhor educação do que a população mais jovem", analisou.

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