Energia e ambiente fazem surgir novos cursos

Uso e a geração de energia de forma equilibrada, preservação do meio ambiente, gestão de empresas com sustentabilidade e até mesmo a resistência das construções a abalos na natureza são discussões não só contemporâneas como mundiais. Representantes de escolas chamam a atenção para o fato de que, como todo os desafios impostos à sociedade, tais temas são dinâmicos a ponto de criar demandas profissionais, hoje defasadas.Por isso, algumas escolas estão oferecendo novos cursos. Para oferecer aos profissionais uma ampla formação nos fundamentos de energia e de sistemas de conversão de energia, assim como nos aspectos básicos da poluição ambiental, por exemplo, o Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia criou o curso de especialização em Engenharia de Processos industriais, com ênfase em energia e meio ambiente.EnergiaO curso tem a proposta de formar pessoas capazes de planejar e gerir sistemas de conversão de energia, de controle e prevenção da poluição ambiental e contribuir para o processo de modernização da indústria nacional. Além disso, visa preparar um especialista conhecedor dos fundamentos, não só das mais recentes tecnologias de geração, conversão, conservação e uso eficiente de energia, como também do impacto ambiental causado pelo uso destas tecnologias e pelos processos industriais de uma forma geral.Outro exemplo de um tema não muito explorado é lembrado pelo professor e especialista em sismos, Sérgio Hampshire, que diz que o conhecimento nesta área deve ser aprofundado no Brasil, além de ser fundamental para alunos que queiram trabalhar fora do País. Ele lembra que a Escola Politécnica da UFRJ é a única do Brasil que oferece cadeira que aborda a engenharia sísmica, ou seja, o projeto de construções que possam resistir a terremotos.ResponsabilidadeOrganizações de relacionamento internacional também estão puxando as discussões sobre o uso e produção equilibrada de energia. Para mostrar os estudos que estão sendo feitos no campo das energias renováveis, o Departamento de Meio Ambiente da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha trouxe em abril Werner Marnette, presidente executivo da Norddeutsche Affinerie AS, apresentando nova tecnologia desenvolvida na área de fontes renováveis ? uma célula fotovoltaica flexível, de tiras de cobre, à base de cobre-índio-selênio.?É fundamental para a preservação do meio ambiente que os profissionais estejam integrados às novidades do setor. Afinal, não há avanço produtivo sem responsabilidade ambiental?, declara Ricardo Rose, diretor do departamento de Meio Ambiente da Câmara Brasil-Alemanha.Já a Fundação Dom Cabral, criou o programa Gestão Responsável para a Sustentabilidade, com o objetivo principal de gerar práticas de gestão mais conscientes. Quer atrair gestores, consultores, empresários, professores focados em gestão empresarial e líderes de associações, entidades de classe e federações empresariais.ÍndiosSegundo os especialistas ingleses David Grayson e Adrian Hodges, as questões que antes eram vistas pelas empresas como fáceis, hoje são difíceis de prever, de ignorar e mais difíceis ainda de gerir, quando não dão certo. Os índios norte-americanos, por exemplo, pensavam em até sete gerações à frente, sustentando, desta forma, seu modo de viver e interagir com o próprio ambiente.Embora difícil de imaginar esse comportamento aplicado a uma sociedade moderna, torna-se cada vez mais necessário implementar ações que visem o bem-estar da atual geração e considerem as gerações futuras.

Agencia Estado,

30 de abril de 2004 | 12h54

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