TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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Enem tem abstenção de 25% no 1º dia e grupo tenta fraude

Candidatos com ponto eletrônico e jovem que tentou publicar prova foram eliminados no primeiro dia de provas

JOSÉ MARIA TOMAZELA, LUIZ FERNANDO TOLEDO, PAULO SALDAÑA, RACHEL GAMARSKI E VICTOR VIEIRA, O Estado de S. Paulo

24 Outubro 2015 | 21h05

Atualizada às 23h12

SÃO PAULO - Apesar das novas regras para inibir faltosos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o primeiro dia de provas teve 25,31% de ausentes – 1,8 milhão dos 7,7 milhões de inscritos não fizeram o teste neste sábado, 24. O índice ainda é considerado alto se comparado a outros vestibulares, que têm taxas de abstenção inferiores a 10%. O Ministério da Educação (MEC) também eliminou 364 estudantes por violarem regras do edital. 

Neste ano, a pasta criou uma nova regra para inibir o número de ausentes no Enem. Candidatos isentos da taxa de inscrição que faltarem dois dias sem justificativa perdem o direito à gratuidade na edição seguinte da prova. Não precisam pagar candidatos de baixa renda e alunos da rede pública. 

No Enem 2014, a taxa de abstenção dos dois dias havia sido de 28,64%. A expectativa é que o impacto da mudança seja maior nas próximas edições. A queda na taxa de ausentes reduz o desperdício de dinheiro com impressão e transporte de provas.

A nova regra sobre faltas também havia sido apontada pelo MEC como um dos motivos para a queda do número de participantes. O Enem teve 11% candidatos a menos do que em 2014. Foi o primeiro recuo desde 2009, quando o exame foi reformulado e passou a ser o principal vestibular do País. 

As 63 universidades federais usam o exame como parte ou como único o processo seletivo. O Enem também é obrigatório para concorrer à bolsas em faculdades privadas pelo ProUni e ao financiamento estudantil, o Fies.

O balanço parcial é de 364 eliminados – 330 portavam equipamentos inadequados e 34 foram identificados pelos detectores de metal com objetos proibidos. Nos dois do Enem anterior, 1.519 foram eliminados por uso indevido de aparelhos. 

Entre os flagrados desta edição, alguns tinham pontos eletrônicos. A Polícia Federal está investigando os casos. “O ponto eletrônico não estava em uma única cidade e nem em um único Estado. Houve mais de uma tentativa e foram abertos inquéritos em todos os casos”, limitou-se a dizer o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. 

Uma candidata usou redes sociais para publicar imagens da prova. A estudante assumiu o ato e foi eliminada. 

Nova data. As cidades de Taió e Rio do Sul, em Santa Catarina, são as únicas que poderão fazem o Enem em outra data, em decorrência das fortes chuvas das últimas semanas. Cerca de 4,5 mil alunos farão a prova até a primeira semana de dezembro. 

Dezenove locais tiveram quedas temporárias de energia, mas sem prejuízos. Uma aplicadora da prova morreu após convulsão no Mato Grosso do Sul. 

Em São Paulo e Belo Horizonte, atrasados culparam o trânsito. Em Sorocaba, parte dos candidatos desceu dos carros e chegou ao prédio da Unip a pé.

Muitos deixaram para consultar de última hora o local de prova no sistema online. Após o meio-dia, eram 1,2 mil acessos a cada dez minutos.


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