Enem: sobe para 14 o número de questões anuladas para alunos do Ceará

Estudantes do 3.º ano do Colégio Christus, de Fortaleza, não vão precisar fazer nova prova

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

07 Novembro 2011 | 18h14

O Ministério da Educação (MEC) resolveu anular mais uma questão do Enem para 639 alunos do Colégio Christus, de Fortaleza. Agora, são 14 os itens cancelados.

 

O MEC informou que foram anuladas as seguintes questões do caderno amarelo do Enem - e as correspondentes nos outros cadernos: 25, 29, 33 e 34 (Ciências Humanas), 46, 50, 57 e 87 (Ciências da Natureza), 113 (Linguagens e Códigos) e 141, 154, 173 e 180 (Matemática). Essa sequência de testes é diferente da relação de 13 itens descrita no pedido inicial do Ministério Público Federal (MPF) no Ceará. O MPF ainda havia relacionado a questão 32 e não citou os itens 25 e 29.

 

O procurador Oscar Costa Filho havia pedido o cancelamento de 13 questões para todo o Brasil, o que a Justiça Federal no Ceará acatou. Na decisão do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região, sobre o recurso do MEC, ficou decidido que a medida ficaria circunscrita ao colégio para casos de coincidências apuradas pelo ministério.

 

Por meio da assessoria, o MEC informou que, desde o começo da apuração dos problemas com o exame, trabalhou com 14 questões suspeitas. No entendimento do ministério, nove eram idênticas, uma era considerada muito parecida e outras quatro classificadas como “polêmicas”. Preferiu-se, portanto, pelo cancelamento de todas.

 

O MEC e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo Enem, afirma que os alunos que tiverem as questões canceladas não terão prejuízo na nota do exame. Isso por causa do método da Teoria da Resposta ao Item (TRI), adotado pelo Enem.

 

Histórico

 

As questões canceladas pelo MEC constavam de caderno de exercícios distribuído pelo Colégio Christus a alunos dez dias antes do exame. Ainda no sábado, dia 22 de outubro, primeiro dia do exame, imagens do caderno e comentários sobre as coincidências começaram a aparecer nas redes sociais – o caso foi adiantado na internet em reportagem do Estadão.edu.

 

Investigações apontam que as questões podem ter saído das provas de pré-teste – por causa da TRI, é necessário testar com antecedência os itens para calibrar a dificuldade. O colégio foi uma das instituições que participaram de uma prova de pré-teste em outubro do ano passado. A Polícia Federal ainda apura a responsabilidade da escola.

 

Alunos atingidos

 

A Polícia Federal investiga quem mais teve acesso antecipado a questões do Enem. Cerca de 320 alunos do cursinho do Christus, do Ceará, teriam recebido o mesmo material que os do 3.º ano.

 

Atualizada às 19h56

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.