Enem pede que estudante pense em soluções para a violência

O governo federal pediu a mais de 1,8 milhão de adolescentes uma solução para o problema de violência no País. Foi esse o tema da redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado neste domingo em 605 cidades de todos os Estados brasileiros. "Achei o tema fácil porque todo mundo conhece alguém que já foi assaltado, assassinado ou vítima de qualquer tipo de violência", disse o estudante Vinícius Ferreira, de 17 anos, que falou sobre o desarmamento em sua redação."Nada podia ser mais próximo do mundo de reflexão ou da vivência do candidato", disse o professor de redação do Curso e Colégio Objetivo, Fernando Teixeira de Andrade, sobre o tema. "Ele não cria qualquer relação de privilégio entre os alunos."Menos interdisciplinarA estudante Roberta Ciaccio, de 19 anos, que fez prova em São Paulo, achou o tema comum. "Deveria ser abordado um assunto que exige cultura maior do candidato."Textos, gráficos e figuras apareceram em grande parte das questões objetivas, como já é tradição no Enem. "Quem lê bastante se saiu bem nesse exame", disse a professora do Objetivo, Vera Lúcia da Costa Antunes.Ela considerou a prova menos interdisciplinar como nos outros anos. "Percebia-se facilmente quais eram as questões de biologia, geografia, história etc."Jornais ajudamPara o coordenador do Curso Etapa, a prova repetiu o modelo de sempre. "Não é cobrado muito conteúdo. As próprias questões oferecem os elementos para sua resolução."Lucas dos Santos Fazzio, de 16 anos, que fez a prova em Ribeirão Preto (SP), não encontrou dificuldades na prova. "Para se sair bem só é preciso ler jornais e revistas", disse. "Comparado com as perguntas de um vestibular, essa prova é bem simples", completou Victor Augusto Tadiello, de 17 anos, que fez a prova na capital paulista.Clique para conferir o gabarito Clique para ver a resolução da prova

Agencia Estado,

31 de agosto de 2003 | 20h09

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