Enem: Haddad diz que MEC dispõe de ''nova prova elaborada''

O ministro da Educação, Fernando Haddad, informou há pouco, em entrevista ao programa "Bom Dia, Brasil", da TV Globo, que o Ministério da Educação dispõe de "um banco de itens", com "uma nova prova elaborada" para ser aplicada em substituição ao exame do Enem que seria realizado no fim de semana mas foi cancelado por causa de fraude revelada pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

Neri Vitor Eich, da Agência Estado,

01 Outubro 2009 | 08h55

 

Segundo Haddad, os itens constantes do banco de dados foram "preparados para essa eventualidade". O tempo necessário para aplicação da segunda prova, informou o ministro, é o de impressão. Ele não precisou em quantos dias a nova versão estará pronta, mas observou que será necessária a impressão de cópias para mais de 4 milhões de estudantes inscritos, o que levará "algumas semanas". No início da tarde, Haddad dará entrevista coletiva para falar do assunto.

 

O ministro comentou que nunca havia ocorrido o furto de um exemplar de uma prova do Enem. "E os indícios são fortes de que houve a subtração de um exemplar. Chegou ao nosso conhecimento, por uma jornalista do jornal 'O Estado de S. Paulo', uma descrição do que ela foi capaz de ver, nas mãos do criminoso, e a equipe técnica do MEC foi à sala-cofre do Inep e constatou que a descrição que ela fazia correspondia a alguns itens da prova", contou o ministro.

 

A venda de um exemplar da prova foi proposta ao jornal Estado por um homem que procurou a reportagem e pediu R$ 500 mil. "Nós não vimos o material", disse Haddad, "até porque ele não o entregou para a jornalista, mas, diante da evidência, não nos resta outra opção a não ser adiar a aplicação da prova e reformulá-la, porque esta prova impressa está comprometida."

 

O ministro acrescentou que será feita, agora, não apenas uma investigação para identificar e prender os autores da fraude, mas também para descobrir como foi possível o furto de um exemplar da prova.

 

Haddad disse que, "graças à atuação do jornal o 'Estado de S. Paulo'", que alertou o ministério, foi possível identificar o furto do exemplar e adiar a prova. Ele assegurou que não haverá consequências para os estudantes inscritos. "Quem está inscrito permanece inscrito. Basta aguardar a nova data e usar o tempo que ganhou em função desse incidente para continuar estudando normalmente, como se fosse fazer a prova daqui a algumas semanas", aconselhou.

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