'Enade não basta para melhorar qualidade de formandos em Direito'

Para diretor da São Judas, Exame da OAB ajuda a atestar qualidade dos mais de mil cursos jurídicos; número grande dificulta supervisão do MEC

Estadão.edu

16 Agosto 2011 | 14h46

"O Enade e outros instrumentos de política pública não estão sendo suficientes para melhorar a qualidade dos formandos em Direito", afirma o diretor do curso jurídico da Universidade São Judas, Fernando Herren Aguillar.Ao lado de diretores de cinco cursos de Direito de São Paulo, ele assinou no início do mês um manifesto em apoio ao Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Diretores dos cursos da USP, PUC, Fundação Getulio Vargas, Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo e Mackenzie também assinaram o texto em que tornam "público" seu apoio "integral" à prova.

No texto, os diretores argumentam que o fato de o Ministério da Educação (MEC) supervisionar os cursos jurídicos no País não tira a legitimidade do exame: "Apesar de as instituições de ensino já se submeterem ao Enade, sabidamente desprestigiado pelos estudantes, deve-se consignar que isso não inviabiliza ou afeta o Exame".

Aguillar vai mais longe: para ele, a OAB acabou preenchendo um vácuo. Com o grande número de cursos jurídicos no País, fica muito complicado, diz o professor, para o MEC supervisioná-los a contento.

"Hoje temos 32 cursos na cidade de São Paulo. Há 20 anos eram 5. O Brasil tem mais de 1.100 cursos de Direito", diz Aguillar. O número grande de estudantes formados em Direito é, segundo ele, "massacrante".

"Com o Haddad (ministro da Educação), o sistema (de fiscalização) é avançado, é regulatório, rigoroso. mas para efeitos práticos, no Direito, continua havendo um excesso de formandos."

 

Atualizada às 15h46.

 

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