Empresas suspeitas de cartel continuarão a prestar serviço

Secretaria de Educação realizou contratação emergencial e manteve as empresas até a próxima licitação, que deve ocorrer em setembro

Bárbara Ferreira Santos e Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

19 Agosto 2014 | 23h52

SÃO PAULO - As empresas de limpeza que venceram o pregão eletrônico cancelado pela Prefeitura por suspeita de cartel continuarão a prestar o serviço nos próximos 180 dias. Como todas já trabalhavam com a Secretaria Municipal de Educação (SME), a pasta realizou contratação emergencial e as manteve até a próxima licitação, que deve ocorrer em setembro. A informação foi publicada nesta sexta-feira, 15, no Diário Oficial do Município.

A SME afirmou que foi feita uma pesquisa de mercado assim que o pregão foi cancelado para consulta de preços do serviço, que serve às escolas municipais e Centros Educacionais Unificados (CEUs) com mais de 40 empresas.  Embora houvesse participação de outras concorrentes, as mesmas empresas optaram por continuar atendendo à Prefeitura.  Segundo a pasta, para as unidades escolares, os valores médios ficaram entre R$ 3.655,24 e R$ 3.795,85 por posto. Para os CEUs, entre R$ 3.987,97 e R$ 3.904,58 por posto. 

Denúncia. O pregão eletrônico 23/2014 da SME,  referente à contratação de serviços de limpeza e conservação de escolas e CEUs, foi cancelado no mês passado, depois de o Estado obter o resultado antecipado e registrar a lista dos vencedores em cartório. O certame está sendo investigado pela Controladoria Geral do Município (CGM) e pela Promotoria do Patrimônio do Ministério Público Estadual (MPE) por possível formação de cartel entre as empresas participantes. 

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