Empresas lucram com personagens infantis em material escolar

Da Barbie à Kello Kitty, celebridades do imaginário das crianças muitas vezes determinam o que será comprado

Bruno Versolato, Especial para O Estado

30 de janeiro de 2009 | 10h26

Homem Aranha e Barbie já são personagens veteranos. Ele nasceu nos quadrinhos na década de 1960. Ela é cinquentona, com corpinho e rosto de miss.  Mas continuam sendo adorados por meninas e meninos. São líderes na preferência de compra no mercado de marcas infantis, que movimenta por ano no Brasil cerca de R$ 50 bilhões.  Material didático é o segundo item em volume de licenciamentos no País - entre as crianças, só perde para roupas. O setor movimenta no varejo R$ 3,2 bilhões. VEJA MAIS SOBRE ACORDO ORTOGRÁFICO:Correndo atrás da reforma ortográfica Editoras atualizam dicionários visando aumento de demanda Dicionário da ABL: correções antes mesmo do lançamento 'Dona de casa' perde os hífens; 'pé-de-meia' não O Acordo Ortográfico e as dúvidas dos próprios especialistas Software com novo corretor ortográfico já está disponível VOLTA ÀS AULAS:Seguros para educação protegem colégios da inadimplência Brechó reduz custo de material A educação na era do notebook As particulares, de olho no português  Enquete: Você concorda com o investimento do MEC em notebooks educacionais?  Enquete: Você acha que as novas regras simplificam a ortografia?  Enquete: Quais mudanças ortográficas você considerou mais difíceis de entender?  De acordo com a Associação Brasileira de Licenciamento (Abral), a maioria dos produtos de material escolar - como cadernos, canetas e mochilas - são produzidos por desenhistas brasileiros seguindo instruções da empresa que criou a marca. A maioria dos contratos de licenciamento prevê um porcentual pago em cima da venda do produto que varia de 10 a 30 % sobre a venda presumida. Os personagens mais clássicos, como os da Disney, por exemplo, são os mais rentáveis, segundo avalia a Abral - que não divulga números por questão de sigilo. "É uma marca já sedimentada no imaginário da criança por várias gerações. Além disso, há uma parte das vendas em que os pais são responsáveis pela compra", afirma Sebastião Bonfá, presidente da Abral. "Para produtos de venda em massa, não basta que o personagem seja conhecido. Ele deve ser considerado relevante pelo público", afirma Arnaldo Rabelo, especialista em marketing infantil. "É importante que os conceitos e valores que o personagem representa sejam compatíveis com o público e com o produto. Além disso, quando o usuário do produto é a criança, esses conceitos precisam ser aprovados pelos responsáveis pela criança, principalmente a mãe." Rabelo diz que, no caso das crianças de até 4 anos, a mãe decide qual material escolar ela vai utilizar. Entre 4 e 8, diz, a criança opina, mas a mãe tem a decisão da compra. Somente a partir dos 8 anos é que a criança escolhe os personagens. Outro sucesso de vendas, até entre as consumidoras mais velhas, é a personagem Hello Kitty. Uma pesquisa feita em lojas online aponta os produtos da personagem japonesa criada na década de 70 como os mais vendidos. O desenho da gatinha é um fenômeno de vendas em todo o mundo. Já foi estampado em roupas de cama, motos e até em anéis de brilhante. Veja o ranking dos personagens preferidos por faixa etária, segundo o especialista em marketing Arnaldo Rabelo: 

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