Empresários lançam "Todos pela Educação" nesta quarta-feira

O vice-presidente do Itaú, Antonio Jacinto Matias, fala com orgulho do termo que inventou para si mesmo: educochato. Mas ele não quer ficar com o título sozinho. ?Precisamos criar uma rede de educochatos, assim como os ecochatos falavam o tempo todo do verde, temos que fazer isso com a educação?, afirma. A tal rede resume o movimento que será lançado na quarta-feira na capital, chamado de Todos pela Educação. O compromisso reúne os maiores empresários do País e propõe metas que devem ser atingidas até 2022, no bicentenário da independência brasileira.Matias explica que o grupo não está em busca de dinheiro ou de indicar o modelo ideal para o ensino público de qualidade. E sim de conscientização e paixão. ?Todo mundo fica chateado se o Brasil perde a Copa do Mundo. Mas o Brasil fica em último lugar numa avaliação como o Pisa, todo mundo olha, não dá emoção nenhuma. O que a gente quer é que a imprensa dê manchete, que as pessoas mandem cartas para o jornal indignadas, que discutam na escola.? Veja os principais trechos da entrevista concedida Em entrevista ao Estado, Matias diz que os empresários ligados ao grupo vão "criar um fundo, mas só para gerenciar o movimento". "Os empresários já dão muito dinheiro. Só a Febraban dá R$ 250 milhões para a educação por meio de suas entidades. Mas isso é uma gota d?água, não existe a menor possibilidade de que a sociedade civil possa substituir o Estado como provedor da educação". afirma. "Pode fazer projetos, influenciar. Mas não estamos resolvendo o problema. Você pode juntar todos os empresários brasileiros e se eles puserem todos seus recursos, isso não afeta 1%".Ele explica ainda que, "para ter viabilidade, percebemos que era preciso ter metas simples, que a sociedade conseguisse acompanhar. Vamos lançá-las no evento depois de amanhã, mas serão coisas como pedir educação de qualidade ou que todas as crianças de 8 anos estejam alfabetizadas. Todo mundo entende isso. As pessoas podem começar a cobrar. Se é mãe de aluno, cobra da escola. Ou do município, do Estado, do País".

Agencia Estado,

04 de setembro de 2006 | 15h22

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