Empresa vai à escola com os cursos in company

A demanda por cursos in company, personalizados para empresas, já é maior em algumas instituições de ensino executivo do que a grade convencional. Em época de contenção de despesas, as companhias recorrem a essa prática, que oferece um conteúdo desenvolvido de acordo com necessidades específicas do negócio, melhora o relacionamento entre os funcionários e, principalmente, apresenta alto índice de freqüência, uma vez que os alunos não se deslocam do trabalho.O aumento da procura por cursos in company da Fundação Dom Cabral chegou a 40% neste ano, sendo que os abertos diminuíram 15% no mesmo período. ?O in company acelera a formação da massa crítica dentro da empresa ao fornecer um conhecimento tácito coletivo, diferentemente de um curso que alcança apenas um ou dois executivos que deverão transmitir o conhecimento adquirido em um prazo mais longo?, analisa a gerente de Projetos, Silene Magalhães.Para ela, o in company democratiza o acesso à informação e evita a concentração no alto-escalão. ?Trata-se de uma questão conjuntural. Se a economia melhora, o sistema aberto voltará ao equilíbrio, porque não deixa de ser um bom investimento?. Silene informou que os temas mais procurados são liderança, desenvolvimento gerencial em marketing, finanças e alinhamento estratégico.Crescimento de 80%O professor Murilo Furtado de Mendonça, do Ibmec, informou que os cursos in company aumentaram 80% neste ano, somando 6.500 horas no atendimento a 30 empresas. Os mais requisitados foram os de gestão de suprimentos, marketing e finanças. ?Fizemos um trabalho intenso de divulgação nestes quatro anos, tendo em vista que o Ibmec é conhecido em MBA de finanças no mercado, mas não tanto sistema in company?.A Fundação Getúlio Vargas realiza o in company há cerca de 15 anos. ?Não se trata de um MBA enlatado, mas de um atendimento diferenciado, desenvolvido especialmente para as empresas. Junto a professores internacionais, demos um curso Aeroespacial de 5.ª Geração na Embraer?, exemplifica o diretor da Escola de Administração de São Paulo (EAESP/FGV), Fernando Meirelles.O professor da Fundação Instituto de Administração (FIA/USP), Almir Ferreira de Souza, explica que os cursos quando administrados na própria fundação apresentam a vantagem do enriquecimento da discussão pela diversidade da procedência dos alunos. A FIA/USP oferece cursos específicos (varejo, tecnologia, terceiro setor etc) e generalistas (marketing, finanças, liderança etc). leia também Aluno perde a vantagem do "networking" Estrangeiras também têm procura maior por cursos sob medida

Agencia Estado,

17 de novembro de 2003 | 16h22

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