<!-- emercado -->USP quer negócios em Educação na China e Cone Sul

A maior instituição pública de ensino do País, a Universidade de São Paulo (USP), poderá abrir as portas no exterior, a exemplo de escolas estrangeiras que mantêm filiais pelo mundo. A proposta é do Núcleo de Políticas e Estratégia da USP (Naippe), um dos núcleos de pesquisa da universidade. Dois mercados são vistos como prioritários: China e América do Sul.Em outubro, o professor Braz José de Araújo, coordenador do Naippe, viaja para Pequim e Xangai, onde vai se encontrar com representantes de universidades locais para discutir cooperação institucional e possibilidades de negócios no setor da educação. Entre os vizinhos sul-americanos, as conversas, segundo Araújo, estão avançadas, principalmente com universidades particulares da Venezuela e da Colômbia.Consórcio educacional"A idéia é exportar a qualidade da USP", disse o professor. Araújo defende a formação de um consórcio educacional brasileiro para disputar espaço no mercado externo. A proposta, uma iniciativa do Naippe, ainda será apresentada oficialmente à reitoria.O plano do núcleo é oferecer cursos pagos de especialização com a chancela da USP. As aulas poderiam ser por teleconferência ou com professores enviados daqui trabalhando ao lado de profissionais locais.ConcorrênciaPara Araújo, Ásia e América do Sul devem ser vistas como prioridades pelo potencial de comércio com o Brasil, e a formação de profissionais nesses países poderia abrir novos caminhos não só para o comércio, mas também ajudar o desenvolvimento da ciência e cultura.Instituições européias, em especial as da Espanha, já oferecem cursos na América Latina. Seriam as maiores concorrentes, segundo Araújo. Na Ásia, o mercado da educação está no alvo de instituições tradicionais da Inglaterra.Intercâmbio acadêmicoNo mês passado, o Dulwich College abriu uma franquia em Xangai. Em setembro, a Shrewbury School terá sua primeira filial em Bangcoc, onde a Harrow - que entre tem entre seus ex-alunos Winston Churchill - já mantém uma unidade.A USP, por enquanto, mantém contatos com o exterior somente no campo do intercâmbio acadêmico. Cerca de 200 alunos estão no exterior completando suas graduações, enquanto 200 estrangeiros estão aqui. Em nenhum caso, porém, há cursos pagos.

Agencia Estado,

22 de agosto de 2003 | 10h18

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