<!-- emercado -->Universidades trocam isenção fiscal por investimentos

Há cinco anos, a direção da Universidade Bandeirante (Uniban), uma das maiores do País em número de alunos, tomou uma decisão inusitada: pagar mais imposto. Deixou de ser uma instituição sem fins lucrativos e assumiu seu perfil empresarial, com tudo o que tem direito.A iniciativa parece agora inspirar outras instituições. "No começo (após a nova legislação de 1997 que permitiu que universidades e faculdades passassem a ter fins lucrativos) não houve grande apelo para as transferências. Agora eu sinto que começa haver um movimento de transformação", diz o presidente da Associação Brasileira de Mantenedores do Ensino Superior, Edson Franco.Um dos motivos para esse interesse é que, nos últimos dois anos, fundos de investimento - alguns com recursos de estrangeiros - vêm fazendo ofertas de injeção de capital e aquisição de instituições."Há uma atenção cada vez maior das instituições para o cenário de fusões, aquisições e investimentos de fundos. Quem tiver transparência e planejamento estratégico estará em condições de fazer grandes negócios nos próximos anos. Nenhum investidor vai querer negociar com empresas que não são transparentes", afirma Sérgio Duque Estrada, da consultoria financeira ValorMax, especializada em fusões e reestruturações de empresas.Das mais de 1.700 instituições de ensino privadas no País - que movimentam R$ 15 bilhões por ano -, cerca de 100 já funcionam como empresas.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2003 | 11h06

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