<!-- emercado -->Escolas de SP vão reajustar mensalidade em até 20%

Contas feitas, as escolas particulares de São Paulo começaram a divulgar os valores das mensalidades para o próximo ano. A média de aumento, que já está em torno de 15% nas maiores instituições, pode passar para 20% se não houver mudanças na medida provisória que aumenta a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Mesmo que os pais já tenham sido informados sobre o valor das anuidades, a escola ainda pode reajustar novamente os valores para 2004.?A escola que ficar com medo de perder alunos e não aumentar a mensalidade vai ter dificuldades para pagar suas contas?, diz o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), José Augusto de Mattos Lourenço.CofinsSegundo ele, as entidades representativas das instituições de ensino de todo o País já estão se mobilizando para pedir a inconstitucionalidade da MP que determinou o aumento da Cofins. A alíquota do imposto deve passar de 3% para 7,6% e prejudica principalmente o setor de serviços, que não dilui o tributo sobre o valor agregado.A nova alíquota chega num momento em que as escolas particulares já enfrentam uma grave crise, causada principalmente pela redução no número de alunos e casos freqüentes de inadimplência. A tradicional Escola Morumbi, zona sul da capital paulista, tem hoje cerca de 15% de seus 800 alunos inadimplentes.Insumos mais caros?Estamos tentando não fazer pressão sobre os pais, mas tivemos aumento de insumos, mão-de-obra, aluguéis e salários?, diz o diretor da unidade Cidade Jardim da escola, Martins de Freitas. A instituição tem até agora uma previsão de 10% a 11% de reajuste no valor da anuidade, mas ainda estuda modificações caso o aumento da Cofins se efetive. ?A taxa vai dobrar, mas não podemos fazer o mesmo com a mensalidade.?O reajuste entre 10% e 15% havia sido previsto pelo Sieeesp há dois meses. Segundo Lourenço, o aumento médio do ano passado para 2003 foi de 9%. ?As variações dos reajustes entre as escolas hoje depende do quanto aumentaram no ano passado?, afirma. De acordo com o Sieeesp, cerca de 60% da receita das instituições é usada na folha de pagamentos e em impostos.

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