<!-- emercado -->Educação é mercado dinâmico e competitivo

Roberto Paschoali passou os últimos 27 anos de sua carreira como presidente do Loyds Bank no Brasil e de lá saiu com uma certeza: a de que o mercado financeiro é um dos mais competitivos e dinâmicos. Há três meses, depois de abraçar uma carreira em um crescente nicho do mercado de ensino no Brasil, o de formação executiva, na presidência da Business School São Paulo, escola brasileira que prepara gerentes, diretores e presidentes para comandar empresas, ele reviu essa opinião.?Vejo que na área de educação tenho muita coisa para aprender, é um ramo competitivo e amplo,? conta. ?Há produtos que aparecem com freqüência, a cada dia tem alguém criando um curso novo, trazendo coisas do exterior, fazendo parcerias com escolas e educadores. Vejo um mercado dinâmico.?José Augusto Correia, professor da Escola de Administração e Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (Eaesp-FGV), tem histórico semelhante. Deixou o comando de uma grande empresa para trabalhar na escola. Exemplos como estes começam a ser menos incomuns nas conceituadas escolas de administração e negócios do País.FisgadosExecutivos de destaque no mundo dos negócios sempre tiveram o trabalho acadêmico como segunda opção. O fato é que agora, basta apurar em algumas instituições, já há casos de profissionais que as escolas de negócios fisgaram para período integral.?Vejo exemplos como esses como um possível indicador de tendência?, diz Marcos Augusto Vasconcellos, vice-diretor acadêmico da Eaesp-FGV. Só a escola de administração está recrutando nove professores de carreira.O número, de fato, tem se mantido estável a cada ano, a diferença, explica o vice-diretor da escola, é que a necessidade de expansão da escola faz com que a Eaesp abra, em janeiro do ano que vem, processo constante de seleção. O processo deve também atrair professores internacionais.O programa permanente começa em janeiro do ano que vem. ?O primeiro presuposto é que a escola se prepare para continuar crescendo?, diz Vasconcellos.Mais espaço ?Há pouco tempo, abandonar uma carreira executiva para atuar em uma instituição de ensino era algo raro. Esses casos não são tão isolados, mas também não há levas de executivos migrando.?Além da Eaesp, outras escolas já abriram espaço para homens de negócios em seus quadros.Atentas ao aquecimento do mercado de treinamento e de educação executiva, em tempos de quadros enxutos e competitividade acirrada, as instituições lançam novos produtos, como consultorias, pesquisas e cursos sob medida para empresas para atender várias empresas vão a outros países vender produtos e precisam de profissionais altamente qualificados para isso.Preparação para executivosNo País, o mercado de preparação para executivos está disputado e assim como a escola da FGV, várias outras instituições têm metas ousadas. O Ibmec, descendente do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais, deixou de ser uma organização não-governamental há 15 anos e é hoje uma instituição privada, com unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.Era uma instituição de pesquisa que foi comprada, em 1999, pelos ex-banqueiros Claudio Haddad e Paulo Guedes. A escola fisgou decanos da Universidade de São Paulo (USP).A Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais, também vem ampliando o seu corpo docente e criando vários programas internacionais.  leia também Experiência não basta; é preciso saber ensinar Busca por cursos não diminui com retração econômica

Agencia Estado,

16 de julho de 2004 | 16h44

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