Em vídeo, vice-reitor da USP pede apoio para superar crise financeira

Vahan Agopyan detalha situação orçamentária; docentes e funcionários estão em greve contra congelamento salarial

O Estado de S. Paulo

29 Julho 2014 | 21h20

SÃO PAULO - Em mensagem à comunidade acadêmica nesta semana, o vice-reitor da Universidade de São Paulo (USP), Vahan Agopyan, voltou a pedir ajuda dos professores, funcionários e alunos para superar a crise financeira da instituição. Diante da impossibilidade de elevar as receitas da USP, segundo ele, a saída é seguir com a política de austeridade proposta pela reitoria desde janeiro.

"Tenho que alertar que não existe solução simples", advertiu Agopyan. O envio de informes orçamentários e mensagens à comunidade universitária se tornou comum desde o início da gestão do atual reitor Marco Antonio Zago, que assumiu há seis meses. Para as entidades sindicais de docentes e servidores, essa é uma estratégia de justificar o congelamento de salários e o corte de gastos proposto pela administração da USP.

 

Parte das categorias, em greve há dois meses contra o reajuste zero, defende recálculo da fração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) recebido pela universidade. A ideia, segundo eles, é evitar descontos que o Estado faz sobre a cota de arrecadação. "No entanto, o governo respondeu publicamente que cumpre de forma efetiva o estipulado pela Assembleia Legislativa, o que podemos confirmar", completou. O governo do Estado informou apenas que respeita a autonomia das estaduais e mantém o diálogo com os reitores. 

Além de pedir a colaboração de professores, funcionários e alunos, Agopyan disse que as unidades da USP tem hoje o mesmo patamar de verbas que contavam em 2010, com as correções para o período. "Confirmo que em 2014 estamos destinando recursos para que as atividades-fim - o ensino, a pesquisa, a extensão e a cultura - não sejam prejudicados", garantiu o vice-reitor.

Agopyan ainda detalhou ações feitas no primeiro semestre para reduzir os gastos com custeio, como a realocação de funcionários, racionalização do uso de passagens aéreas e de veículos, com pools de transporte pilotos, que funcionam nos câmpus de Bauru e da capital.

USP Leste. A associação de docentes da universidade (Adusp) decidiu entrar com um recurso contra a decisão judicial que autorizou a reabertura do câmpus Leste da instituição. A entidade cobra o cumprimento das medidas de descontaminação do terreno cobradas pelo Ministério Público Estadual (MPE) na ação civil pública contra a reitoria.

O MPE também decidiu manter a tramitação do processo até que haja a análise de mérito. O órgão, autor do pedido de interdição do câmpus Leste, não foi ouvido pela Justiça para a decisão de liberar o uso da unidade. Ainda não há data para a reabertura.

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