Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Em São Paulo, há atividades extras para alunos que se destacam

Jovens estudantes da rede estadual são incentivados a participar de olimpíadas científicas e cursos; eles podem ‘pular’ até dois anos

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

06 Abril 2015 | 07h19

SÃO PAULO - Na rede estadual paulista, alunos com altas habilidades são estimulados a participar de atividades extras, como cursos de idiomas, de fotografia e olimpíadas científicas. Quando estão avançados em relação aos colegas, podem “pular” até dois anos, se houver laudo favorável à aceleração. Hoje são 1.041 superdotados na rede, entre cerca de 4 milhões de estudantes. 

Com talento para escrever, Íris Regina Chagas, de 17 anos, estuda em uma escola de tempo integral em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

“O que mais se destaca é nosso protagonismo. Podemos criar clubes sobre assuntos que a gente gosta e desenvolver isso com alunos, sem interferência direta do professor”, diz Íris Regina. Com os superdotados, a ideia é propor desafios além do conteúdo regular.

Para dar o tratamento certo a esse grupo, a chave é facilitar a identificação do aluno acima da média. “Formamos grupos de profissionais que fazem a multiplicação na escola para ter esse olhar”, explica Neusa Rocca, que atua no Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado da Secretaria da Educação do Estado. Cinco mil docentes já foram formados. 

A proporção de superdotados em cada rede depende da abrangência e da metodologia de identificação desses alunos. O total em São Paulo, para Neusa, é bem maior do que o número do cadastro.
 
Rede privada. O Colégio Objetivo, na Chácara Santo Antônio, zona sul da capital, faz testes para rastrear talentos entre novos alunos. Já nos primeiros anos do ensino fundamental, eles participam de projetos extras, como o de robótica. Outro cuidado é debater o convívio em classe: mostrar que o superdotado é diferente, mas não melhor ou pior. 

Raul Monteiro, de 10 anos, passou por três colégios antes do Objetivo, onde se adaptou. Em outra escola, foi considerado problemático porque ficava desmotivado. 

Agora, ele desenvolve nas aulas sua paixão por engenhocas e sensores. “O professor ensina o básico e temos de nos virar para aprender o resto”, conta. “Temos de saber programar, montar e um pouco de Física”, afirma Raul, entusiasmado. 

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