Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Em greve, professores fazem novo ato pelas ruas do centro de SP

Docentes criticam a violência da PM no Paraná e a gestão Alckmin na negociação com a categoria; eles reivindicam reajuste de 75,33%

Marco Antônio carvalho, O Estado de S. Paulo

30 Abril 2015 | 17h05

Atualizada às 19h35

SÃO PAULO - Em assembleia na tarde desta quinta-feira, 30, os professores do Estado de São Paulo decidiram manter a greve da categoria que já dura mais de 40 dias. Os docentes fizeram um protesto pelas ruas do centro da capital paulista. 

O movimento enfrentou momentos de tensão no início da noite quando a passeata, que havia saído da Avenida Paulista, chegou em frente à sede da Secretaria Estadual de Educação, na Praça da República, no centro da capital. Policiais do Batalhão de Choque aguardavam o grupo preparados com escudos e separados por uma cerca de metal.

Inflados pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeosp), os manifestantes começaram a despejar sacos de sal na frente do prédio da Secretaria. Algumas das embalagens foram lançadas contra os policiais, que chegaram a se posicionar para reagir, mas não o fizeram. Os pacotes de sal seriam uma referência à origem da palavra salário, cujo reajuste é uma das principais bandeiras dos grevistas.


A categoria também reclama por um melhor diálogo com a gestão Geraldo Alckmin (PSDB),  criticada pelos servidores pela forma que vem tratando a paralisação. Diversos manifestantes utilizavam adesivos com a mensagem "Sou professor efetivo e estou em greve", em referência à fala do governador de que somente professores temporários estariam com as atividades paralisadas.

Enquanto desciam pela Rua da Consolação, durante a tarde, a PM estimou que o movimento contava com dois mil integrantes. Por volta das 19h, o movimento já tinha se dispersado de forma significativa da Praça da República. Um pequeno grupo continua no local na noite desta quinta-feira.

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