ANTONIO CARLOS GARCIA/ESTADAO
ANTONIO CARLOS GARCIA/ESTADAO

Professores do Sergipe ocupam sede do governo e se algemam

Categoria, em greve desde o dia 18, quer o pagamento do reajuste do piso - 13,01% - além de melhorias na infraestrutura das escolas

Antônio Carlos Garcia, Especial para O Estado

27 Maio 2015 | 19h41

ARACAJU - Em greve desde o dia 18, os professores da rede estadual de Sergipe tomaram uma atitude drástica nesta quarta-feira, 27. Em grupos, eles se algemaram e ocuparam o Palácio dos Despachos, sede do governo sergipano, e dizem que só sairão de lá quando forem recebidos pelo governador Jackson Barreto (PMDB).

A categoria quer o pagamento do reajuste do piso - 13,01% - além de melhorias na infraestrutura das escolas. Na última segunda-feira, a Justiça considerou a greve ilegal e aplicou uma multa de R$ 10 mil por dia, caso eles não voltassem ao trabalho. A categoria, formada por 12 mil professores, não se intimidou. Com a greve, 170 mil alunos estão sem aulas.

O diretor administrativo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintese), Roberto Silva, disse que uma comissão foi procurar o secretário de Educação, Jorge Carvalho, que não os recebeu. "O secretário fugiu pelos fundos para não nos receber." A assessoria de imprensa da secretaria rebate a informação e diz que os professores não agendaram antes. Ao serem informados da saída de Carvalho, os professores, que desde cedo estavam em um ato em frente ao Palácio dos Despachos, ocuparam o prédio.

De acordo com a diretora do Sintese, Lúcia Barroso, as algemas foram usadas como símbolo para dizer ao governo que os professores não são marginais. Durante a ocupação, o vice-governador Belivaldo Chagas, que estava dentro do Palácio, chamou uma comissão do Sintese para conversar, sugeriu que os professores deixassem a sede do governo, mas eles não concordaram.

Chagas disse que se encontraria com o governador e diria a ele sobre a reivindicação dos professores. Sem resposta, eles mantiveram a ocupação. A Secretaria de Educação, por meio da assessoria, disse que o secretário "não saiu pelos fundos e cumpriu agenda normal". Ele teria deixado o local para participar da posse da nova procuradora-geral do Estado, Maria Aparecida Gama. 

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