Em caso de bullying, escolas podem procurar o MP

Escolas públicas e particulares já podem encaminhar, desde fevereiro,  casos de bullying e de cyberbullying diretamente ao Ministério Público Estadual (MPE) sem que os pais tenham de abrir boletim de ocorrência em delegacias ou  fazer o registro das denúncias em cartórios de notas.

Luísa Alcalde, Jornal da Tarde

19 Abril 2011 | 10h43

 

Os estabelecimentos de ensino devem procurar a Promotoria da Infância e Juventude, no Brás, região central, enviar uma breve narração dos fatos e, se  possível, documentos e indicação de testemunhas.

 

“Uma comissão irá apurar, em caráter preliminar, se as ocorrências que chegarem dizem respeito a atitudes agressivas, realizadas de forma voluntária e  repetitiva, que ocorram sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro causando dor e angústia e realizada dentro de uma relação  desigual de poder”, explica o promotor Mario Augusto Bruno Neto. “Denunciando, as escolas se previnem de possíveis ações no futuro”,  afirma.

 

Em seguida, o autor será intimado para prestar esclarecimentos, assim como a vítima e testemunhas. Caso não se confirme que é um caso de bullying,  será encaminhado para outras promotorias. Se o fato não constituir crime, será arquivado. Caso a prática fique confirmada, o promotor poderá arquivá-la,  denunciar o caso à Justiça, conceder remissão (perdão) ou encaminhar o caso à Justiça Restaurativa. Havendo necessidade, serão realizadas visitas, em caráter  educativo, às escolas públicas e privadas para a realização de palestras dos promotores.

 

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