<!-- eestatísticas -->Só 0,4% dos adultos têm pós-graduação

O grupo de titulados em mestrado ou doutorado quase desaparece no mar de números da educação no País: representa só 0,4% da população com 25 anos ou mais, segundo o estudo divulgado pelo IBGE na tarça-feira. Um déficit que tem impacto direto nas baixas taxas de desenvolvimento do País."Só se consegue ter desenvolvimento a partir do momento em que há recursos humanos capacitados para atuar num mundo globalizado, que exige conhecimento especializado", diz o presidente do Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa, José Ricardo Bergamann.No Brasil, formam-se por ano cerca de 20 mil mestres e 7 mil doutores. A taxa de pós-graduados cresce em média 16% ao ano. A maioria deles permanece nas universidades, trabalhando como professores e pesquisadores.Mercado contrata poucoO próprio Bergamann, que obteve o título de mestre no Instituto Militar de Engenharia, do Rio, e o de doutorado na Universidade de Londres, sempre atuou no meio acadêmico. Hoje é professor da PUC-RJ. "Sempre tive interesse na carreira acadêmica e a pós-graduação era essencial, me abriu muitas portas."O mercado ainda contrata poucos desses especialistas, embora isso esteja mudando. A diferença que esses profissionais fazem no ambiente empresarial pode ser avaliada pelo desempenho de estatais que há anos mantém uma política de contratação de mestres e doutores.A liderança em pesquisa de empresas como Petrobras e Embrapa ou mesmo da Embraer, privatizada recentemente, são exemplos disso. "O setor público sempre foi o grande incentivador da absorção dos mestres e doutores. Mas o mercado está começando a se diversificar."Há 130 mil matriculados em programas de pós-graduação no País. Mas nem todos devem concluir seus estudos, por falta de recursos. "O número de bolsas das agências de fomento praticamente não aumenta há nove anos. É um dos fatores que limita a formação de mestres e doutores no País." leia também Só 3,43% dos brasileiros têm diploma universitário Advogados e administradores são maioria entre diplomados Até ano 2000, 14 milhões nunca haviam ido à escola Atraso escolar impressiona técnicos do IBGE

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