<!-- eestatísticas -->Reprovação aumenta e abandono escolar diminui

Os dados da Sinopse da Educação Básica 2003, divulgados pelo Ministério da Educação, mostram uma pequena piora nos índices de aprovação e reprovação de alunos, e uma melhora nos índices de abandono e matrícula nas escolas brasileiras.No ensino fundamental, da 1ª a 8ª série, a reprovação passou de 13,8% das crianças matriculadas em 2001 para 14,6% em 2002. No ensino médio, cresceu de 10,5% para 11,8%.NordesteA reprovação continua fazendo estragos na educação em todo o País, mas é no Nordeste que a situação é mais difícil: 15 4% das crianças matriculadas nas escolas da região em 2002 não foram aprovadas.É também na região que continua o maior abandono das salas de aula. Entre 2,8 milhões de crianças que deixaram o ensino fundamental em 2002, 1,5 milhão - 53,6 % - estavam no Nordeste.Desigualdade"Os dados do Censo confirmam o que sabíamos, a desigualdade continua enorme no País", disse Eliezer Pacheco, presidente do Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas em Educação (Inep), responsável pela coleta dos dados.A Sinopse tem como base dados colhidos pelo Censo Escolar em março de 2003. Por isso, as matrículas são as do ano passado, mas as taxas de abandono e repetência são referentes a 2002. MelhorasAs boas notícias da Sinopse estão, principalmente no fato de ter caído um pouquinho o abandono no ensino fundamental. Passou de 2,89 milhões de estudantes para 2,77 milhões. Resultado, provavelmente, dos primeiros anos de expansão do programa Bolsa Escola, que começou a ser feito em 2001.Também cresceu a matrícula de pessoas na Educação de Jovens e Adultos (Eja), uma variação de 17% na 4ª série entre 2001 e 2002, 7,2% na 8ª série e 14,5% no 3º ano do ensino médio. "Isso certamente é reflexo do programa Recomeço, iniciado no governo anterior e que nós mantivemos, em que a prefeitura recebe R$ 250 por aluno matriculado no Eja", explicou Pacheco.Reflexos"As políticas que adotadas por esse governo ainda não puderam surtir efeito", diz Francisco das Chagas Fernandes, secretário de Educação Básica do MEC. As mudanças deverão, segundo o secretário, começar a ter reflexos a partir dos resultados do próximo ano.No entanto, as políticas que, segundo Fernandes, deverão influenciar nos resultados ainda não começaram a ser implantadas. A formação de professores, por exemplo. O governo destinou esta semana recursos a universidades para preparar programas de educação continuada, mas ela entrará em vigor em 2005.SaláriosOutro ponto importante da política do MEC, a criação de um piso salarial para os professores - proposta feita ainda pelo então ministro Cristovam Buarque - também não saiu do papel. "Não podemos decidir um piso sem antes termos definido o financiamento do ensino básico, com a implantação do Fundeb, que também está sendo discutido", explicou o secretário.Promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Fundeb criaria um fundo de financiamento, nos moldes do que existe hoje para o ensino fundamental, mas incluindo a educação infantil e o ensino médio. Está sendo debatido há quase um ano e meio.

Agencia Estado,

03 de junho de 2004 | 12h58

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