<!-- eestatísticas -->Nenhum curso tem pontuação acima de 80, revela Inep

Confira os principais dados levantados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep) do Ministério da Educação a partir do Provão 2003:Pontuação dos cursosDas 26 áreas do conhecimento avaliadas no Exame Nacional de Cursos de 2003, apenas duas obtiveram média geral acima de 50, numa escala de zero a 100. No conjunto dos cursos de Odontologia, a nota média foi 56, e de Fonoaudiologia, 55,7. Outras cinco áreas tiveram pontuação entre 40 e 50 e as demais, abaixo de 40. A menor média foi registrada em Letras: 19,7. Nenhum curso isoladamente obteve média acima de 80.por conceitoA - 14,5% das instituições B - 12,8% das instituições C - 41.6% das instituições D - 16,7% das instituições E - 12,7% das instituições por média de pontuação80 a 100 - 0% das instituições 60 a 80- 1,5% das instituições 40 a 60 - 26,7% das instituições 20 a 40 - 58,2% das instituições 0 a 20 - 11,9% das instituições Federais X particularesA maioria dos cursos das universidades federais obteve os melhores conceitos no Provão 2003. Na totalidade dos cursos avaliados, 52,5% ficaram com conceito A ou B e 17,3%, com D ou E.Por outro lado, do conjunto dos cursos da rede privada, 19,3% alcançaram os dois mais elevados patamares e 30,9% localizam-se nos mais baixos.Centros tecnológicos X universidadesOs cursos dos centros tecnológicos de educação têm um elevado porcentual de conceitos A ou B, representando 44,4% do total nesse tipo de instituição. Nas universidades, 32,6% dos cursos tiveram o mesmo desempenho e, nos centros universitários, esse índice é de 21,8%.Por regiãoEstá na Região Sul o maior índice de cursos com conceito A ou B e o menor com D ou E: 35,3% e 20,4%, respectivamente. No Sudeste, os cursos com conceitos A ou B foram 27,9%; no Nordeste, 25,1% e no Centro-Oeste, 20,3%.No Norte, 11,8% dos cursos avaliados obtiveram os melhores conceitos e 45%, os piores.Condições X desempenhoO Inep apurou que as melhores notas obtidas pelos estudantes no Provão 2003 têm relação direta com algumas condições familiares e de acesso a recursos educativos.No grupo das 25% melhores notas no Exame, 29,9% dos alunos têm pais com o ensino superior completo. Nessa mesma faixa de desempenho, apenas 14,9% possuem pais com nenhuma escolaridade. No outro extremo, entre os 25% das notas mais baixas, 24,7% dos alunos têm pais com nível superior e 37% com pais sem nenhuma escolaridade.No grupo de melhor desempenho, 27,7% dos estudantes utilizam biblioteca da instituição com freqüência e 11% declararam que a instituição não tem biblioteca. Outros 19,7% afirmaram que não utilizam nunca a biblioteca. Já no grupo com desempenho mais fraco, 44,1% dos alunos afirmaram que a instituição não tem biblioteca.Estudantes que utilizam computador diariamente ou de três a seis vezes por semana situam-se em maiores proporções no grupo das notas mais elevadas, com uma participação de 26,7% e 27%, respectivamente. Nessa faixa de desempenho, 11% dos formandos nunca utiliza microcomputador.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.