<!-- eestatísticas -->Indicador social será critério para novos cursos superiores

Pobreza, grau de alfabetização e de escolaridade da população, emprego formal e número de jovens serão alguns dos indicadores considerados peloMinistério da Educação para decidir se autoriza a criação de novos cursos superiores em uma determinada região.Conforme portaria baixada pelo MEC na quinta-feira, as autorizações só serão dadas se o novo curso corresponder a uma necessidade social ou regional. Até novembro, a Secretaria de Ensino Superior do ministério deverá definir todos os critérios, em nova portaria, e como eles deverão contar na avaliação.O número de habitantes na região pretendida pela instituição e a quantidade de vagas existentes também serão analisados pelo MEC, assim como o número de jovens e a escolaridade no município, em um perfil da potencial clientela para o ensino superior."Regular a desordem"?Tivemos uma política de expansão até o último governo de flagrante liberalização das autorizações. Precisamos regular essa desordem do ensino privado?, disse Ronaldo Teixeira, chefe de gabinete do ministro da Educação, Tarso Genro.A partir de agora, novas instituições de ensino que pedirem o seu credenciamento e, ao mesmo tempo, autorizações para criações de cursos, já serão avaliados dentro dessa idéia de necessidade social e regional.Como os critérios ainda não foram publicados, cada instituição receberá um relatório com as razões da aceitação ou negativa do seu projeto.Reações A medida pode gerar reações e protestos das instituições privadas. Diversas autorizações deverão ser negadas antes de os critérios serem publicados. Segundo Teixeira, os relatórios entregues às faculdades servirão de explicação.?Realmente, o que significa interesse público para o ministério e para uma instituição privada pode ser muito diferente?, disse.Nova política?Essa é uma portaria provisória, até que tenhamos pronta uma nova política de autorizações que vai levar em conta todos os critérios de necessidades regionais e vai englobar todos os pedidos?, disse Teixeira.A intenção do governo é controlar a avalanche de novos cursos e, também, diminuir as diferenças entre regiões na oferta de vagas de ensino superior. Hoje, 55% das vagas em vestibulares concentram-se na região Sudeste. O Nordeste, segunda região mais populosa do país, tem apenas 13% das vagas em vestibulares.?Há regiões onde não há um curso superior num raio de 700 quilômetros. Essa certamente seria uma área prioritária?, afirmou Teixeira.    estatísticas de educação

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