<!-- eestatísticas -->Escolaridade leva brasileiras ao topo das empresas

As universitárias brasileiras representam 56% do total de alunos, índice maior do que os de Estados Unidos e Inglaterra. Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), isso explica o fato de o Brasil ter um dos índices mais altos do mundo em participação feminina na administração e gerência de empresas: cerca de 44%.A taxa vem aumentando desde 1996. A liderança mundial é dos Estados Unidos, onde 45,9% dos postos são ocupados por mulheres, segundo relatório que está sendo divulgado neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher.Acima da médiaA média brasileira de mulheres em cargos de administração está bem acima da registrada no restante da América Latina, que varia entre 25% e 45%. Na Colômbia, o índice caiu entre 1996 e 2002, tendência também verificada na Venezuela e no Chile, onde elas ocupam pouco mais de 20% dos cargos.Nas demais regiões, as taxas são mais baixas que a brasileira. No Japão, 8,9% dos cargos são ocupados por mulheres, perto dos 8,7% registrados no Paquistão. O caso mais extremo é o da Arábia Saudita, onde as administradoras são só 0,9%.TecnologiaNo Brasil, 34% das mulheres com formação superior passaram por carreiras ligadas às ciências exatas, incluindo Matemática, Engenharia e Ciências da Computação. Daí o aumento de brasileiras no setor de tecnologia, segundo a OIT.Em 1999, 20% das empresas de software do País eram dominadas por trabalhadoras, taxa maior que a da Austrália.Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, de 1991 a 2002 o total de alunas nas engenharias subiu de 25,5 mil (17,4%) para 42,8 mil (20,3%), um aumento de 67,8%.Administração e DireitoEm Administração, o crescimento da participação feminina foi ainda maior: passou de 73.157 (41,1%) em 91 para 215.926 (47,4%) em 2002.Nos cursos de Direito, o número de mulheres aumentou 223,2% enquanto o de homens subiu 165%. Em 91, as mulheres eram 70.015 e ocupavam 43,9% das vagas; em 2002, passaram a 226.307, quase empatando com os homens (48,9%).

Agencia Estado,

08 de março de 2004 | 10h02

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