<!?eestatísticas -->Escolaridade agrava diferença salarial entre gêneros

Quanto mais estuda, menos a mulher ganha comparativamente ao homem. Um levantamento inédito do IBGE, com base no rendimento por hora, mostra que as mulheres com até quatro anos de estudo ganham apenas R$ 0,40 a menos do que os homens com o mesmo nível de escolaridade. Mas a diferença aumenta 14 vezes ? para R$ 5,40 por hora ? quando o tempo de estudo sobe para 12 anos ou mais, ou seja, a partir do ensino superior.Os dados são referentes a 2002. O brasileiro ganhava R$ 3,90 por hora, mas a média masculina era de R$ 4,20 contra R$ 3,60 da média feminina. Homens com até quatro anos de estudo ganhavam R$ 2,10 por hora e as mulheres, R$ 1,70. Com 12 ou mais anos de estudo, os homens passavam a R$ 14,50 por hora enquanto as mulheres, R$ 9,10.Na população geral, as mulheres ocupadas tinham um ano a mais de estudos que os homens, mas recebiam cerca de 70% da sua renda. O rendimento médio mensal do homem era de R$ 719,90 e da mulher, de R$ 505,90. Homens com terceiro grau tinham rendimento em torno de R$ 2,5 mil ao mês enquanto as mulheres com a mesma escolaridade recebiam metade, perto de R$ 1,3 mil.Estudo e salárioOs dados divulgados na Síntese dos Indicadores Sociais, do IBGE, e mostra que a hora trabalhada do brasileiro salta de R$ 2,00 para R$ 11,70, da pessoa ocupada com até quatro anos de estudo para que tem acima de 12 anos ? valor seis vezes maior.?O mercado de trabalho premia com salários mais altos a escolaridade mais alta?, comenta a professora da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Hildete Pereira de Melo.Para ela, a Síntese mostra também que a desigualdade de rendimentos entre os sexos tem um ?componente discriminatório?.AnalfabetosSegundo a Síntese, o Brasil ainda somava, em 2002, um contigente de 14,6 milhões de analfabetos, ou o equivalente a 11,8% da população de 15 anos ou mais de idade. A boa notícia da pesquisa é que a fatia de analfabetos da população de 15 anos ou mais diminuiu sensivelmente entre 1992, quando chegava a 17,2%, até 2002, quando participou com os já citados 11,8%.Ainda segundo o IBGE, considerando as pessoas de 10 anos ou mais de idade, a população brasileira tinha, em 2002, uma média de 6,2 anos de estudo. Em relação a 1992, houve um acréscimo 1,3 ano de estudo para a média nacional.

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