<!-- eestatísticas -->Escola faz Brasil subir no ranking de desenvolvimento humano

O Brasil foi o país que mais subiu no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), e o avanço na educação é um dos itens que mais contribuíram para isso, ao lado do aumento da longevidade do brasileiro. O relatório que a ONU divulga nesta terça-feira mostra que, entre 1990 e 2001, a taxa de matrícula no ensino fundamental (crianças de 7 a 14 anos) saltou de 86% para 97% e a de alfabetização de adultos (pessoas com 15 anos ou mais) subiu de 82% para 87,3%.Para o Ministério da Educação, garantir a matrícula escolar já não é o foco de atenção para o País. O principal desafio na educação, agora, é melhorar a qualidade do ensino."Estamos satisfeitos com o volume de matrículas, que atinge mais de 96% no nível fundamental, mas ainda não se trata de uma inclusão real, que significa garantir também a aprendizagem", afirma Maria José Ferez, secretária da Educação Fundamental do ministério, apoiada em estudos que apontam as dificuldades dos estudantes em realizar leituras e operações matemáticas. Valorização do professorA inversão desse quadro, de acordo com a secretária, passa pela adoção de programas de valorização e formação de professores e estímulo aos alunos. Programas já existentes, como o Bolsa-Escola, também serão ampliados e devem permitir que até 2005 todas as crianças com mais de 6 anos estejam freqüentando as salas de aula.Em 2006, assegura Maria José, será possível zerar também o déficit de vagas na rede de educação infantil para os maiores de 4 anos, desde que haja cooperação entre os vários níveis de governo. "União, Estados e municípios precisam dividir as responsabilidades", diz. "A educação é o grande motor do desenvolvimento de qualquer sociedade."Professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e colaborador da ONG Ação Educativa, Elie Ghanem também defende as ações integradas como forma de melhorar a qualidade e ampliar o alcance do ensino. "Muitas vezes o problema não é falta de escola e sim a falta de recursos para freqüentá-la", diz. "É preciso combinar a oferta educativa com políticas sociais, culturais e ambientais."Leia mais em

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