<!-- eestatísticas -->Brasil atinge meta mundial de escolarização de mulheres

Acostumado ao fraco desempenho nas avaliações internacionais, o Brasil foi citado nesta quinta-feira como destaque positivo durante o lançamento do Relatório de Acompanhamento Global da Educação para Todos 2003-2004, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em Brasília.O relatório tem como tema a desigualdade entre homens e mulheres no acesso ao ensino, problema que atinge a população feminina de dezenas de países, inclusive em nações desenvolvidas como a Suécia e a Dinamarca. O estudo foi lançando simultaneamente em outras capitais do mundo.Meta atingidaEm termos de paridade de gênero, o Brasil já atingiu as metas fixadas pela Unesco no ano 2000 - que prevêem a superação do problema até 2005, nas turmas de educação básica, e até 2015, nos demais níveis de ensino. A Suécia e a Dinamarca, de acordo com o relatório, correm o risco de não alcançar a paridade no ensino médio até 2015.Dos 128 países monitorados pela Unesco que ainda não atingiram as metas, apenas 52 deverão chegar a 2005 em situação de igualdade no que tange à presença de meninos e meninas nas salas de aula, segundo a entidade.Mais meninasNo Brasil, os meninos são maioria apenas da 1ª à 4ª série. Daí em diante, o número de alunas é majoritário até a universidade. As mulheres brasileiras passam, em média, 13,6 anos na escola, enquanto os homens ficam 13,1 anos.Mas, emmbora no Brasil as meninas sejam maioria nos bancos escolares, isso não se reflete necessariamente em melhores empregos ou salários. "Hoje as mulheres estudam mais, porém a diferença salarial no mercado de trabalho ainda é acentuada", disse a secretária especial de Políticas para as Mulheres, Emília Fernandes.Segundo o relatório, o rendimento médio das trabalhadoras no Brasil equivale a 57% do que ganham os homens.

Agencia Estado,

06 de novembro de 2003 | 23h47

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