<! eestatísticas -->Atraso escolar impressiona técnicos do IBGE

O estudo do IBGE sobre educação, feito com base no Censo de 2000 e divulgado nesta terça-feira, classifica como ?quadro perverso? o cenário para as crianças e adolescentes. Apesar dos avanços na escolaridade, ainda há deficiências graves, como baixo o acesso das crianças de 4 a 7 anos à escola e a defasagem idade/série dos alunos.?As políticas educacionais estão falhando no ingresso ao pré-escolar, que ainda é muito importante para o ensino fundamental e para a alfabetização. Os alunos estão chegando crus à escola, é uma chegada problemática?, diz a chefe da divisão de Indicadores Sociais do IBGE, Ana Lúcia Saboia.Acesso precárioSão 4,1 milhões de crianças de 4 a 7 anos fora da escola, ou 31% do total desta faixa etária. Só entre as crianças de 7 anos, obrigadas por lei a estar na escola, o índice de meninos e meninas fora das salas de aula é de 7,7%, ou 254 mil em números absolutos.A cidade de Jordão, no Acre, chamou atenção da pesquisadora, quando levantavam os municípios com piore índices de escolaridade das crianças. Lá, 85,4% das crianças nunca freqüentaram a escola. ?A situação precária de alguns municípios não melhorou na década de 90?, diz Ana Lúcia.Com o ingresso tardio na escola, crianças e jovens passam a ter dificuldades permanentes em acompanhar as aulas. Um dos dados que sustentam a situação preocupante citada por Ana Lúcia é que 55% dos jovens de 15 a 17 anos que estudam ainda estão no ensino fundamental, quando, em uma situação ideal, já deveriam ter ingressado no ensino médio.Jovens fora da escolaNa faixa dos 20 aos 24 anos, somente um quarto dos jovens está na escola. São 4 milhões nas salas de aula e 12 milhões sem estudar. E, entre os que estudam, 37% ainda estão no ensino médio e 27% não saíram do ensino fundamental. Os que estão na graduação e, portanto, com escolaridadecompatível com a idade, são 31%.Na faixa de estudo obrigatória, de 7 a 14 anos, houve um avanço importante na década de 90, com a queda de crianças fora da escola de 20% em 1991 para 5,5% em 2000. A situação ainda é grave, na análise do IBGE, pois há 1,4 milhão de crianças de 7 a 14 anos fora da escola. ?Isso ratifica a necessidade de rediscussão das atuais políticas públicas para o setor educacional?, diz o documento. leia também Só 3,43% dos brasileiros têm diploma universitário Advogados e administradores são maioria entre diplomados Até ano 2000, 14 milhões nunca haviam ido à escola

Agencia Estado,

02 de dezembro de 2003 | 19h24

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