<!-- eestatísticas -->Até ano 2000, 14 milhões nunca haviam ido à escola, diz IBGE

Na investigação sobre o nível de educação do brasileiro, que o IBGE divulgou nesta terça-feira, os técnicos encontraram um contingente de 14 milhões de pessoas ? equivalente à população do Estado do Rio - de 5 anos ou mais de idade que jamais freqüentaram uma sala de aula. Desse total, 1,8 milhão tinham entre 5 e 6 anos e, portanto, ainda não estavam obrigados a estudar, embora a educação pré-escolar seja considerada fundamental para a formação de um bom estudante no futuro.Eles aponta ainda que 10,5 milhões de pessoas - equivalente à população paulistana ? com mais de 25 anos nunca estudaram. Os números mostraram também que a presença na escola não garante sequer a alfabetização do aluno. Existiam 24 milhões de analfabetos na população de 5 anos ou mais de idade, número destacado no estudo do IBGE.Os técnicos chamam atenção, num trecho do estudo: ?Aproximadamente 24 milhões de brasileiros não possuem uma das condições básicas para serem cidadãos participantes de uma sociedade letrada. Esta parece ser uma forma de exclusão social, cuja base é a exclusão escolar.?De 20% para 13,6%Em geral, a medição do analfabetismo busca a faixa a partir dos 10 anos de idade, pois entre crianças de 5 e 6 anos estar alfabetizado é exceção. Mesmo nesta faixa, porém, o número é alto: 16,4 milhões dos brasileiros de 10 anos ou mais não sabem ler e escrever. São 13,6%, contra 20% registrados em 1991.Na população de 5 anos ou mais, o índice de analfabetos é de 16,7%, o que representa uma redução em relação aos 25% registrados em 1991. ?A existência de 24 milhões de analfabatos na população com 5 anos ou mais de idade dá a dimensão da fragilidade das políticas públicas de alfabetização historicamente desenvolvidas?, critica o estudo do IBGE.Desigualdade racialA desigualdade racial mais uma vez é destacada nos dados da alfabetização, pois enquanto 11% da população branca é analfabeta, entre os negros o índice é mais que o dobro: 23,2%. Entre os indígenas, chega a 30% a proporção de analfabetos.?Essas informações indicam a urgência no estabelecimento e implementação de políticas públicas de educação voltadas à erradicação do analfabetismo e, nelas, um destaque especial deve ser dado às ações específicas voltadas para os indígenas e os pretos?, recomenda o estudo. leia também Só 3,43% dos brasileiros têm diploma universitário Advogados são maioria entre diplomados Atraso escolar impressiona técnicos do IBGE

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