<!-- eeducação -->Universidades californianas proíbem namoro e sexo entre professores e alunos

O Conselho de Dirigentes Universitários da California proibiu professores, diretores e demais membros do corpo docente de namorar ou ter qualquer relação íntima com alunos e alunas das instituições no Estado. A decisão, tomada neste mês e já objeto de contestações, foi baseada em casos de alegado constrangimento de estudantes.No ano passado, John Dwyer, então diretor na Berkeley Law School, foi obrigado a se demitir sob acusações de uma antiga aluna com quem teve um encontro. Dwyer disse que o caso foi consensual, mas a garota disse que foi assediada e constrangida."Relações inapropriadas"Segundo reportagem da Agência Reuters, a partir de agora, quem se envolver com alunos e alunas em "relações inapropriadas" pode ser submetido a uma das seis penalidades estabelecidas pelo conselho, que vão da advertência por escrito à demissão sumária.O conselho justificou a medida como uma proteção à "integridade da missão educacional da universidade", que "depende das responsabilidades do corpo docente no exercício da função de mentores e educadores".Palco da revolução sexualAs universidades californianas estão entre as que mais abrigaram a nascente revolução sexual nos anos 60, sobretudo Berkeley. As universidades de Yale e Michigan são algumas das instituições que já baniram o romance entre os corpos discente e docente.Os críticos da medida vêem abuso de poder e intromissão das autoridades na vida de estudantes e professores. A Reuters ouviu o professor de sociologia Barry Dank, da California State University, que namorou uma aluna e hoje é casado com ela. Dank acusa a administração da universidade de "bigbrotherismo", e lembra que uma relação consensual é assunto exclusivo das partes envolvidas.

Agencia Estado,

24 de julho de 2003 | 10h22

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