Educadores aprovam ciclo básico na graduação

O ciclo básico de dois anos para todos os cursos superiores de graduação, proposto pelo Ministério da Educação como parte da reforma universitária, agrada especialistas. A iniciativa já aparece em algumas universidades brasileiras, como a Universidade de São Paulo (USP), que há poucos anos mudou os currículos na Escola Politécnica e do curso de Letras.No novo campus da instituição, que será aberto em 2005 na zona leste, o primeiro ano da graduação agrupará estudantes de todos os cursos em atividades multidisciplinares."Foi perdida na universidade brasileira a idéia de uma formação mais ampla e humanista. O foco está hoje mais no curso do que na noção de universidade", disse o coordenador do Núcleo de Estudos do Ensino Superior da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Benedito Martins.Muitos educadores acreditam ainda que a medida ajuda a resolver o problema de estudantes que ingressam muito novos na universidade. Assim, eles terão mais tempo para escolher a profissão.Quando foi criada, em 1934, a USP inaugurou no País justamente essa "noção de universidade". Os cursos eram interligados e as disciplinas básicas oferecidas conjuntamente.As várias unidades que surgiram acabaram prejudicando esse processo. A pró-reitora de graduação da USP, Sonia Penin, também concorda com o ciclo, desde que ele não seja imposto pelo MEC, mantendo assim a autonomia acadêmica das instituições.

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