Educação vai gerar empregos, diz Greenspan

O presidente do Banco Central dos Estados Unidos (Fed), Alan Greenspan, defendeu nesta quinta-feira mais investimentos na educação dos norteamericanos como resposta à terceirização de empregos qualificados. Segundo Greenspan, em vez de levantar barreiras protecionistas em relação ao mercado global, os EUA fariam melhor se promovessem reformas no seu sitema educacional para assegurar a seus cidadãos a formação necessária para atuar numa economia de base tecnológica.O presidente do Fed fez um pronunciamento no Comitê de Educação e Trabalho do Congresso, que vem debatendo a redução de empregos nos Estados Unidos, agravada desde que grandes companhias passaram a buscar em outros países os serviços de trabalhadores qualificados e com salários menores, como no caso da Índia. O investimento em educação, disse ele, serviria também para aliviar pressão sobre o sistema de seguridade social nos EUA, onde permanecem estagnadas as oportunidades para tabalhadores pouco qualificados.Greenspan observou que a ansiedade dos norteamericanos é compreensível, tendo em vista os baixos índices de criação de vagas desde 2001. Lembrou que a economia dá sinais otimistas e condenou o discurso protecionista que começa a se intensificar no ano eleitoral americano. "Uma nova onda de protecionismo tornará as coisas piores", advertiu. "Como a história mostra claramente, nossa economia é melhor servida com um completo e vigoroso engajamento na economia global."

Agencia Estado,

11 de março de 2004 | 14h34

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.