Educação é a secretaria 'mais difícil do governo', afirma Serra

Ele disse que decisão de Maria Helena foi pessoal e que escolha não tem relação com sua possível candidatura

Gustavo Porto e Brás Henrique, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2009 | 14h47

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), declarou há pouco que a saída da secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, foi uma decisão pessoal e que o cargo que ela ocupa é o "mais difícil do governo, junto com o da Segurança Pública". As declarações foram dadas em entrevista à TV Clube, afiliada à Rede Bandeirantes em Ribeirão Preto (SP), onde o governador participa de eventos de duplicação e recuperação de rodovias.

 

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O pedido de demissão foi confirmado na manhã desta sexta-feira, 27. Serra disse que Maria Helena continuará como coordenadora técnica da pasta, que será assumida pelo deputado federal Paulo Renato de Souza (PSDB-SP). O governador usou metáforas futebolísticas para definir a parceria entre Paulo Renato e Maria Helena, iniciada quando o deputado foi ministro da Educação de Fernando Henrique Cardoso (FHC) e Maria Helena era secretária executiva do ministério.

 

"Vai ser como (Carlos Alberto) Parreira e (Mário Jorge Lobo) Zagallo em 1994. Ele é o técnico e ela é a coordenadora técnica", disse Serra, que chamou Paulo Renato de "craque da educação". O governador elogiou a ex-secretária, salientando que ela fez um trabalho excelente e uma "revolução" na educação de São Paulo.

 

O governador disse ainda que a escolha de Paulo Renato para reforçar seu secretariado não está relacionada à sua possível candidatura à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu não penso no futuro. Penso no agora e por isso escolhi o Paulo Renato." Segundo Serra, o fato de ter agora o ex-ministro Paulo Renato e o ex-governador Geraldo Alckmin como secretários pode ser considerado "um luxo".

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