Educação do século XXI precisa ir muito além da sala de aula
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Educação do século XXI precisa ir muito além da sala de aula

Colégios tradicionais investem em espaços amplos, com áreas de convivência com a natureza, para estimular nos alunos o desenvolvimento de habilidades necessárias para o século 21

Colégio Arquidiocesano, Media Lab Estadão
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24 de outubro de 2019 | 11h24

Um estudo realizado por pesquisadores do American Institutes for Research para o Departamento de Educação da Califórnia identificou uma melhora expressiva do desempenho de alunos que tinham atividades regulares ao ar livre, em disciplinas como matemática e ciências. Na primeira infância, especialmente, especialistas apontam que o brincar e o aprender em contato com a natureza é a chave para a criança desenvolver habilidades como resolução de problemas, trabalho em equipe, criatividade e resiliência. O desenvolvimento dessas competências, cada vez mais demandas em um mundo de trabalho altamente competitivo e que muda rapidamente, tem exigido das instituições de ensino uma abordagem diferente, que leve de vez a educação para além da sala de aula.

Essa é aposta do tradicional Colégio Arquidiocesano, na zona sul de São Paulo. Integrante da Rede Marista de Colégios, a Instituição está investindo na revitalização de seu espaço de educação infantil, o Arqui Maristinha. “As aulas não precisam ser ministradas entre quatro paredes”, explica Carlos Dorlass, diretor-geral do Arquidiocesano, responsável pela reforma da área de 3.000 m² que acolhe alunos de 1 a 7 anos. “Nosso objetivo é proporcionar às crianças um ambiente que potencialize o aprendizado, desenvolva as habilidades que elas já possuem, e os torne, de fato, cidadãos do mundo.”, acrescenta Dorlass.

A reforma, que deverá ser finalizada em fevereiro de 2020, prevê um ambiente organizado para privilegiar a interação entre alunos e educadores. A reformulação dos espaços de convivência atenderá os alunos do infantil ao primeiro ano do ensino fundamental. As salas de aula, a biblioteca e a brinquedoteca serão mais amplas, com conexão com a área externa. Do lado de fora, um bosque com árvores nativas da região permitirá a interação das crianças com o solo, pássaros e plantas. “Muitos dos nossos alunos moram em prédios e passam a maior parte do dia em ambientes fechados. Desenvolver essa capacidade de observação do mundo externo é muito importante”, comenta Rosana Marin, coordenadora da Educação Infantil do Arquidiocesano.

Revitalização e formação

Além da revitalização do espaço, o projeto do novo Arqui Maristinha também envolve a intensificação na formação do corpo docente, para potencializar o uso da estrutura revitalizada no dia a dia das aulas e adequar as atividades às exigências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), do Ministério da Educação, no desenvolvimento das chamadas habilidades socioemocionais. “Nossos professores participam de formações semanais  e de  práticas pedagógicas que garantirão o  apoio necessário aos alunos na construção de conhecimentos, e não apenas no acúmulo de informações.  Nosso centro de formação já está atuando junto aos professores”, diz Dorlass.

Para a médica veterinária Flávia Bernarni Paes Leme, a revitalização do ensino infantil do Arquidiocesano dará às filhas Mel, de 2 anos, e Beatriz, de 5 anos, uma oportunidade que ela não teve. “Cresci em São Paulo e não tive muito contato com a natureza na escola. Elas terão a oportunidade de ter uma experiência de aprendizado mais rica, preocupada com o respeito ao próximo e ao meio ambiente. São valores muito importantes, que a escola tem o papel fundamental de passar adiante”, completa.

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