Editoras atualizam dicionários visando aumento de demanda

Com gasto de até R$ 400, revisões fogem do projeto de adaptação gradual, como no caso dos livros didáticos

Bruno Versolato, Especial para O Estado

30 de janeiro de 2009 | 09h26

A estratégia das editoras de adaptar aos poucos os livros didáticos à nova ortografia não se repetiu no caso dos dicionários.   Grandes empresas correram e lançaram pelo menos nove títulos no mercado, apostando no aumento da procura.   A Abrelivros estima que a reforma ortográfica provocará um crescimento de vendas de, no mínimo, 300 mil exemplares em relação a 2008 - quando foram vendidos 1,2 milhão de dicionários no País.   MAIS SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO Correndo atrás da reforma ortográfica Dicionário da ABL: correções antes mesmo do lançamento 'Dona de casa' perde os hífens; 'pé-de-meia' não O Acordo Ortográfico e as dúvidas dos próprios especialistas Software com novo corretor ortográfico já está disponível VOLTA ÀS AULAS: Empresas lucram com personagens infantis em material escolar Seguros para educação protegem colégios da inadimplência Brechó reduz custo de material A educação na era do notebook As particulares, de olho no português  Enquete: Você concorda com o investimento do MEC em notebooks educacionais?  Enquete: Você acha que as novas regras simplificam a ortografia?  Enquete: Quais mudanças ortográficas você considerou mais difíceis de entender?   A Objetiva gastou R$ 400 mil e cinco meses de trabalho para atualizar o Minidicionário Houaiss. A Editora Positivo lançou a 7ª edição do Mini Aurélio e dois novos produtos: o Aurélio Ilustrado e a Palavrinha Viva, ambos para crianças em fase de alfabetização.   A versão mais completa dos dicionários da Objetiva e da Positivo, o Aurelião e o Houaiss, ambos com quase 400 mil verbetes e locuções, está em fase de atualização. "É um trabalho muito cuidadoso", diz o diretor da Positivo, Emerson Santos. "Não é somente corrigir as entradas. O dicionário tem textos para explicar o significado de outras palavras que também precisam ser corrigidos." O Aurélio deve estar até junho nas livrarias. A versão do dicionário para computador deve ser lançada simultaneamente.   Na Objetiva, o clima é de mistério. Diretor da editora, Roberto Feith não revela quando o Houaiss estará nas livrarias. Diz apenas que o maior concorrente do Aurelião terá duas novas versões adaptadas ao longo do ano. "O cronograma de publicação das versões adaptadas é confidencial."   A Companhia Editora Nacional também investiu no segmento, com o Dicionário da Academia Brasileira de Letras e o Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, do veterano professor Domingos Paschoal Cegalla. "Só do dicionário da ABL nós esperamos vender 50 mil exemplares este ano", diz Youssef.

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