<!-- ecarreira -->Meteorologia cresce e precisa de profissionais

Leandro Della Vedova é um destes profissionais que lidam com complexos conjuntos de dados e modelos de previsão recheados com muita física e cálculo. Ele é meteorologista, e comemora a escolha pela carreira: ?A oferta de empregos cresce proporcionalmente à demanda, que está aumentando. Todos meus amigos estão trabalhando ou fazendo pesquisas?, diz.Carlos Magno, também meteorologista e diretor executivo da Climatempo, maior empresa privada do setor no Brasil, concorda: ?O uso da previsão do tempo é cada vez maior em empresas no Brasil e está até faltando mão-de-obra nesta área?. Empresas públicas e privadas, em diversos setores, estão descobrindo a utilidade e a importância de levar as condições climáticas em consideração.Iniciação e mestradoEntretanto, alcançar posição de destaque não é tarefa simples. Vedova, por exemplo, durante a graduação, feita na Universidade de São Paulo (USP), fez iniciação científica e em seguida um mestrado. Ficou três anos na pós-graduação, ao mesmo tempo que começou a trabalhar na Climatempo. Hoje está no Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), um órgão federal, onde recebe R$ 2 mil por mês.Vedova acredita que as vagas neste mercado são melhores do que em outros. Magno, cuja empresa conta com 15 meteorologistas, afirma que o setor começou a ganhar força no País na década de 70 e 80. ?Contudo, quando fundei a Climatempo, em 1989, o uso da meteorologia ainda não era tão difundido no Brasil e o começo foi difícil?, diz.Terceira opçãoApostar na carreira de meteorologista não foi tão simples para Vedova. Prestou vestibular para Física, mas só passou em sua terceira opção, Meteorologia. Até então, nunca pensara em fazer o curso. Só preencheu a opção na ficha de inscrição por garantia.Seus conhecidos já achavam estranho alguém gostar de exatas e não prestar Engenharia. Sua família sempre o apoiou, ?pelo peso da universidade, a USP, mas com certo receio em relação ao meu futuro?, lembra.Ele confessa ter pensado em desistir diversas vezes durante o primeiro ano, em 95. Para a sua turma havia 20 vagas e apenas 16 alunos se matricularam. Mas a partir do segundo ano, tomou gosto pela Meteorologia e continuou o curso.  leia também  Trabalho do meteorologista tem duas frentes e muitos números     No campo e na indústria, cada vez mais necessário  

Agencia Estado,

19 de julho de 2004 | 13h14

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